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Brasil vai presidir em 2027 negociações da ONU por tratado de direitos das pessoas idosas

Apresentação cultural durante encerramento da Semana de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa da CLDF, realizada em 10 de outubro de 2025 no Auditório da Câmara Legislativa do Distrito Federal.A Semana é uma realização da Procuradoria Especial dos Direitos da Pessoa Idosa (Pro 60+) da Câmara Legislativa do DF.Foto: Andressa Anholete/Agência CLDF
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O Brasil assumirá em 2027 a condução das negociações para elaborar uma convenção internacional sobre os direitos das pessoas idosas no âmbito da Organização das Nações Unidas (ONU). A participação brasileira foi anunciada pelo Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania após reunião em Genebra, na Suíça.

Entre 26 e 30 de outubro, representantes de países e organizações da sociedade civil participaram da segunda sessão do Grupo de Trabalho Intergovernamental sobre Direitos Humanos das Pessoas Idosas. O encontro discutiu princípios, mecanismos de proteção e direitos que poderão integrar o primeiro texto de um tratado internacional.

Combate ao idadismo e direito ao cuidado

Os debates incluíram discriminação por idade, também chamada de idadismo, prevenção da violência, acessibilidade, inclusão digital, participação social e direito ao cuidado. O Brasil defendeu autonomia, dignidade e consideração das desigualdades de gênero, raça, deficiência e condição econômica no desenho das garantias.

O que muda em 2027

Ao término da sessão, o país assumiu a presidência-relatoria do grupo, que será exercida pelo embaixador Ricardo de Souza Monteiro, representante permanente do Brasil junto às organizações internacionais em Genebra. A tarefa será organizar o diálogo entre os países e avançar na elaboração do primeiro esboço da convenção.

Ainda não existe um novo tratado aprovado ou em vigor. As discussões estão em fase de negociação, e qualquer instrumento internacional dependerá de etapas posteriores de adoção e dos procedimentos aplicáveis em cada país.

Participação das pessoas idosas

O ministério destacou a experiência da 6ª Conferência Nacional dos Direitos da Pessoa Idosa, realizada em 2025, como exemplo de construção participativa de políticas públicas. A orientação brasileira é que a população idosa tenha espaço efetivo nas decisões que afetam sua própria vida.

Fonte: documento oficial consultado em 4/11/2026. Imagem destacada de arquivo, meramente ilustrativa.

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