Um diagnóstico apresentado pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), em cooperação com a Unesco, aponta dificuldades que ainda limitam a autonomia digital dos brasileiros com 60 anos ou mais. O relatório reúne propostas para tornar serviços e plataformas mais acessíveis.
O documento, intitulado Diagnóstico: A Inclusão Digital de Pessoas Idosas no Brasil, considera que o acesso a aparelhos e à conexão não basta para garantir o uso seguro e independente de recursos digitais. Conhecimentos práticos, interfaces acessíveis e canais de ajuda são essenciais.
Barreiras não se resumem ao acesso à internet
O estudo identifica desafios associados à experiência com ferramentas digitais e à necessidade de desenvolver competências para navegar em aplicativos, proteger informações pessoais e utilizar serviços online. Entre as recomendações estão simplificação visual de plataformas, atendimento presencial com pessoas e ações de letramento digital.
A linguagem difícil, os caminhos complicados para recuperar senhas e a ausência de alternativas presenciais podem afastar usuários que precisam acessar bancos, saúde, documentos e outros serviços. A proposta não é substituir o atendimento humano por aplicativos, mas criar opções inclusivas.
O que pode melhorar para o público 60+
O relatório oferece subsídios para empresas, órgãos públicos e organizações de ensino adotarem comunicação simples, instruções claras, interfaces legíveis e suporte adequado. Também destaca a importância de iniciativas educativas que permitam reconhecer golpes, proteger dados e usar serviços com confiança.
Para o BSB1 60+, inclusão digital significa mais que estar conectado: é ter o direito de escolher como acessar serviços, compreender informações e manter a autonomia ao utilizar novas tecnologias.
Fonte: documento oficial consultado em 4/11/2026. Imagem destacada de arquivo, meramente ilustrativa.


