Criminosos usam inteligência artificial, clonagem de voz, falsas centrais bancárias e fraudes envolvendo PIX e INSS para enganar pessoas com mais de 60 anos.
Os golpes financeiros contra idosos continuam crescendo no Brasil e se tornam cada vez mais sofisticados. Criminosos têm recorrido a ferramentas de inteligência artificial, clonagem de voz, falsas centrais de atendimento bancário e fraudes envolvendo PIX e benefícios do INSS para convencer as vítimas a fornecer dados pessoais ou realizar transferências bancárias. Especialistas alertam que a combinação entre tecnologia e engenharia social tem aumentado os prejuízos financeiros e emocionais da população idosa.
Entre os golpes que mais preocupam autoridades e entidades de defesa do consumidor estão:
- Clonagem de voz por inteligência artificial: criminosos simulam a voz de filhos, netos ou outros familiares para pedir dinheiro com urgência.
- Falsa central bancária: golpistas ligam dizendo que há uma movimentação suspeita na conta e orientam a vítima a fazer um PIX ou fornecer senhas.
- Golpe da falsa prova de vida do INSS: mensagens e ligações prometem regularizar o benefício, mas servem para roubar dados pessoais e bancários.
- Empréstimo consignado fraudulento: aposentados recebem ofertas falsas ou têm contratos realizados sem autorização.
- Golpe do PIX urgente: criminosos usam histórias de acidentes, sequestros ou problemas de saúde para pressionar a vítima a transferir dinheiro imediatamente.
Segundo dados citados em debates no Senado, o Disque 100 recebe mais de 70 mil denúncias por ano relacionadas a golpes financeiros contra idosos. O levantamento também aponta que fraudes em lojas virtuais, golpes envolvendo empréstimos consignados e falsas portabilidades bancárias estão entre os crimes mais frequentes contra aposentados e pensionistas.
Outra pesquisa divulgada neste mês mostra que o Brasil registra, em média, cinco novos processos por estelionato contra idosos por dia, evidenciando o avanço desse tipo de crime.
Como se proteger
- Nunca informe senhas ou códigos recebidos por SMS.
- Desconfie de pedidos urgentes de PIX, mesmo quando parecem partir de familiares.
- Antes de fazer qualquer transferência, confirme a informação por outro telefone ou pessoalmente.
- Não clique em links enviados por mensagens desconhecidas.
- Consulte frequentemente o extrato bancário e do INSS para verificar movimentações ou descontos não reconhecidos.
- Em caso de dúvida, procure diretamente a agência bancária ou os canais oficiais do INSS.


