Brasília, 29 de outubro de 2026. A rede pública de saúde do Distrito Federal ampliou a oferta do teste molecular de DNA-HPV para o rastreamento do câncer do colo do útero. Segundo a Secretaria de Saúde, o exame já está presente nas 59 unidades básicas de saúde das regiões Oeste e Sudoeste, após implantação gradual iniciada em março.
Até setembro, haviam sido realizados mais de 9,2 mil procedimentos no DF, principalmente em mulheres de 25 a 64 anos. A estratégia integra a mudança no rastreamento de infecções persistentes pelo papilomavírus humano, relacionadas ao desenvolvimento de lesões precursoras do câncer.
Como funciona o teste
O exame identifica material genético de 14 tipos de HPV associados a alto risco de câncer. Diferentemente da citologia, que busca alterações nas células do colo do útero, o teste molecular consegue detectar infecções de risco antes do aparecimento de lesões. O resultado e o histórico de saúde orientam a necessidade de novos exames e o acompanhamento pela equipe de atenção primária.
O Ministério da Saúde informa que a implantação é progressiva pelo país. Quando o resultado é negativo e a pessoa atende aos critérios do programa, o intervalo recomendado até a próxima coleta pode ser de cinco anos. Um resultado positivo para HPV não significa, por si só, diagnóstico de câncer.
Onde buscar atendimento
Moradoras das áreas atendidas devem procurar sua UBS de referência para saber sobre elegibilidade, agendamento e acompanhamento. A vacinação contra HPV e o cuidado regular com a saúde continuam importantes.
Fontes: Secretaria de Saúde do DF, 27/10/2026; Ministério da Saúde, 28/10/2026.


