Após reunir milhares de pessoas na Esplanada dos Ministérios, movimento defende participação nas eleições e maior representatividade nos espaços de poder
A 27ª Parada do Orgulho LGBT+ de Brasília transformou a Esplanada dos Ministérios em palco de celebração, resistência e mobilização política. Realizado no dia 26 de julho, o evento reuniu milhares de pessoas e colocou as eleições de 2026 no centro das discussões sobre cidadania, direitos e representatividade.
Com o lema “LGBT+, Levante e Vote!”, a manifestação procurou mostrar que a defesa da diversidade também passa pela participação nas urnas. A concentração ocorreu em frente ao Congresso Nacional, local escolhido para reforçar a cobrança por maior presença de pessoas LGBT+ nos espaços onde leis e políticas públicas são formuladas.
Segundo reportagem do Brasil de Fato DF, organizadores e participantes defenderam que as conquistas obtidas nas últimas décadas precisam ser protegidas por representantes comprometidos com a comunidade. O movimento avalia que, sem participação política, direitos já reconhecidos podem ficar vulneráveis a retrocessos.
O coordenador da Parada LGBT+ de Brasília, Richard Alexandre, destacou que a comunidade não deve depender somente do apoio de aliados. Para ele, é necessário ampliar a presença de pessoas LGBT+ nos parlamentos e no Poder Executivo, ocupando diretamente os lugares onde as decisões são tomadas.
A defesa da representatividade também apareceu nos discursos da deputada federal Erika Kokay e do deputado distrital Fábio Felix. Os parlamentares abordaram a trajetória do movimento no Distrito Federal e reafirmaram a importância da mobilização contra a discriminação, a violência e as chamadas terapias de conversão.
Além do debate político, a Parada deu visibilidade às diferentes realidades existentes dentro da própria comunidade. Pessoas trans, travestis, gays, lésbicas, bissexuais, não binárias, jovens e idosos compartilharam experiências relacionadas ao preconceito, à busca por acolhimento e ao direito de viver sem esconder a própria identidade.
Durante o evento, equipes da Defensoria Pública do Distrito Federal, da OAB-DF e da Polícia Civil ofereceram orientações e receberam denúncias de racismo, LGBTfobia e outras formas de violência. Também foram realizadas ações de prevenção às infecções sexualmente transmissíveis, com distribuição de preservativos e informações sobre cuidados com a saúde.
Ao aproximar a celebração do calendário eleitoral, a Parada deixou um recado para partidos, candidatos e eleitores: a população LGBT+ quer participar das decisões e acompanhar as propostas apresentadas para o Distrito Federal. O desafio agora é transformar a mobilização das ruas em votos, políticas públicas e presença efetiva nos espaços de poder.
Fonte: Brasil de Fato DF


