Evento ocorre das 13h às 23h, com concentração na Praça do Relógio e caminhada em direção ao Pistão Norte; transporte público terá operação reforçada.
Taguatinga recebe neste domingo (20) a 19ª edição da Parada do Orgulho LGBTQIAPN+, uma das principais manifestações de diversidade, cidadania e defesa de direitos do Distrito Federal. A programação está prevista para ocorrer das 13h às 23h, com concentração na Praça do Relógio.
O percurso seguirá pela Avenida das Palmeiras em direção ao Pistão Norte. Ao longo do dia, o público poderá acompanhar apresentações culturais, manifestações artísticas e ações de visibilidade da população lésbica, gay, bissexual, travesti, transexual, queer, intersexo, assexual e de outras identidades representadas pela sigla.
Transporte público terá reforço
Devido à expectativa de aumento no número de passageiros, as operadoras Marechal, Urbi e BSBus deverão monitorar a demanda e reforçar as linhas que atendem Taguatinga. Agentes de trânsito também acompanharão o percurso para realizar possíveis interdições viárias e mudanças temporárias nos itinerários.
Quem pretende participar deve consultar previamente os horários e trajetos no sistema DF no Ponto. O metrô é uma das principais alternativas de acesso, já que a concentração acontece na região central de Taguatinga, próxima à estação Praça do Relógio.
É recomendável utilizar transporte coletivo, levar água, protetor solar e documento de identificação. Participantes também devem ficar atentos aos pertences pessoais e combinar pontos de encontro, pois o grande fluxo de pessoas pode dificultar a comunicação por celular.
Evento entrou no calendário oficial do DF
A Parada de Taguatinga passou a integrar oficialmente o calendário de eventos do Distrito Federal com a Lei nº 7.755/2025. A norma estabelece a celebração anual no terceiro domingo de setembro e permite a realização de atividades culturais e educativas ao longo do mês.
O reconhecimento fortaleceu uma mobilização construída durante quase duas décadas por organizações, artistas, empreendedores e moradores da região. A realização fora do Plano Piloto também ajuda a descentralizar as políticas e manifestações LGBT, aproximando o debate das cidades onde vive a maior parte da população do DF.
Visibilidade e cobrança por direitos
Além da celebração, a Parada é um espaço de reivindicação. Entre as pautas estão o combate à violência e à discriminação, o acesso à saúde, a empregabilidade de pessoas trans, o acolhimento de jovens expulsos de casa e a criação de políticas permanentes nas regiões administrativas.
A mobilização também movimenta a economia local. Bares, restaurantes, vendedores, profissionais da cultura, artistas e pequenos empreendedores recebem um público que se desloca de várias partes do Distrito Federal.
Ao ocupar as ruas de Taguatinga, a Parada reafirma que diversidade e cidadania não devem ficar restritas ao centro de Brasília. A presença pública continua sendo uma forma de celebrar conquistas, denunciar desigualdades e defender o direito de cada pessoa viver com dignidade e segurança.
Fontes: Secretaria de Transporte e Mobilidade do DF, Agência Brasília e Câmara Legislativa do Distrito Federal.


