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Bordado depois dos 60: tradição que une homens e mulheres e pode se transformar em renda

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Cada vez mais pessoas descobrem que a arte do bordado vai muito além do artesanato: ela estimula a criatividade, melhora o bem-estar e abre oportunidades para complementar a aposentadoria.

Durante muito tempo, o bordado foi visto como uma atividade exclusivamente feminina. Essa imagem, no entanto, vem mudando rapidamente. Homens e mulheres com mais de 60 anos estão redescobrindo essa arte milenar não apenas como um passatempo, mas também como uma oportunidade de gerar renda, desenvolver a criatividade e manter a mente ativa.

O interesse pelo trabalho artesanal cresceu nos últimos anos, impulsionado pela valorização de peças exclusivas e personalizadas. Toalhas, panos de prato, enxovais, roupas infantis, camisetas, bolsas, almofadas, quadros decorativos e acessórios bordados conquistam consumidores que buscam produtos feitos à mão e com identidade própria.

Para quem deseja iniciar nessa atividade, o investimento costuma ser baixo. Bastam bastidores, agulhas, linhas, tecidos e muita disposição para aprender. Existem técnicas para todos os níveis de experiência, desde o ponto cruz e o bordado livre até estilos mais elaborados, como o bordado em relevo e o bordado contemporâneo.

Engana-se quem acredita que essa seja uma atividade apenas para mulheres. Ao longo da história, muitos dos grandes bordadores foram homens, responsáveis por produzir peças para a realeza, uniformes militares, roupas religiosas e obras de arte têxtil. Hoje, artesãos de ambos os sexos atuam profissionalmente nesse mercado, mostrando que talento e dedicação não têm gênero.

Além do retorno financeiro, o bordado oferece benefícios para a saúde. A prática exige concentração, coordenação motora fina e paciência, ajudando a estimular a memória, a atenção e o raciocínio. Para muitas pessoas aposentadas, também representa uma forma de reduzir o estresse, aliviar a ansiedade e manter uma rotina produtiva.

A internet ampliou ainda mais as possibilidades de venda. Redes sociais, grupos de WhatsApp, feiras de artesanato e marketplaces permitem divulgar peças para clientes de diferentes cidades. Com boas fotografias e um atendimento cuidadoso, pequenos produtores conseguem construir uma clientela fiel sem precisar investir em uma loja física.

Outra vantagem é a possibilidade de trabalhar em casa e definir o próprio ritmo de produção. Isso torna o bordado uma excelente alternativa para quem procura uma atividade compatível com a aposentadoria ou deseja complementar a renda sem abrir mão da qualidade de vida.

Especialistas em empreendedorismo recomendam que os iniciantes comecem produzindo poucas peças, mas com acabamento impecável. A personalização de produtos, como nomes bordados em toalhas, enxovais, mochilas e presentes, costuma agregar valor e aumentar o interesse dos consumidores.

Mais do que uma técnica artesanal, o bordado representa uma oportunidade de empreender em qualquer fase da vida. Para homens e mulheres acima dos 60 anos, ele reúne tradição, criatividade e a possibilidade de transformar talento em uma fonte de renda, mostrando que nunca é tarde para aprender uma nova habilidade ou dar um novo significado à experiência acumulada ao longo dos anos.

 

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