Tecnologia mapeia possíveis criadouros e direciona visitas dos agentes nas regiões de maior risco.
O Distrito Federal passou a usar drones e inteligência artificial para identificar locais com possibilidade de proliferação do mosquito Aedes aegypti. A estratégia busca tornar mais preciso o trabalho das equipes de vigilância e acelerar a visita a imóveis com maior risco.
As aeronaves sobrevoam áreas a cerca de 120 metros de altura e registram imagens de caixas d’água destampadas, piscinas, pneus e entulho de obras. O sistema de inteligência artificial organiza os achados por nível de risco, enquanto recursos de proteção de privacidade retiram pessoas identificáveis das imagens.
Regiões prioritárias
Entre as áreas classificadas com maior atenção estão Brazlândia, São Sebastião, Fercal, Estrutural, Varjão, Sol Nascente/Pôr do Sol e Arapoanga. Os dados ajudam a direcionar a atuação dos agentes de campo.
Outra frente é o uso de 2,2 mil estações disseminadoras de larvicida instaladas em imóveis. Quinze agentes e um supervisor acompanham os pontos, que levam o produto até locais de reprodução do mosquito.
Vacinação e cuidado em casa
Até a semana epidemiológica 34, o DF havia registrado 10.203 notificações suspeitas de dengue, com 195 casos confirmados, 14 com sinais de alarme e nenhuma morte, conforme boletim da Secretaria de Saúde divulgado em 31 de agosto.
A vacinação atende crianças e adolescentes de 10 a 14 anos em esquema de duas doses, com intervalo de 90 dias. A orientação à população continua sendo reservar dez minutos por semana para eliminar qualquer recipiente com água parada.
Com informações do Correio Braziliense.

