Com as convenções partidárias prestes a começar, alianças, pesquisas e articulações para a composição das chapas movimentam a sucessão ao Palácio do Buriti e prometem uma das disputas mais acirradas dos últimos anos no Distrito Federal.
A disputa pelo Governo do Distrito Federal começa a ganhar contornos mais definidos a menos de três meses das eleições de outubro. Com as convenções partidárias marcadas para o período entre 20 de julho e 5 de agosto, partidos aceleram as negociações para consolidar alianças e definir chapas, enquanto os principais pré-candidatos intensificam agendas e estratégias de campanha.
O cenário, até o momento, reúne oito nomes que se colocam como possíveis candidatos ao Palácio do Buriti. A governadora Celina Leão (PP) busca a reeleição e aparece como uma das principais protagonistas da disputa. Também se movimentam o ex-governador José Roberto Arruda (PSD), o ex-presidente da Embratur Leandro Grass (PT), o ex-interventor da Segurança Pública do DF Ricardo Cappelli (PSB), a deputada distrital Paula Belmonte (PSDB), o ex-presidente da OAB-DF Kiko Caputo (Novo) e a professora Samara Mineiro (UP). O senador Izalci Lucas (PL) manifestou intenção de concorrer, embora sua candidatura ainda dependa de definições internas do partido.
As pesquisas de intenção de voto divulgadas nas últimas semanas mostram vantagem para Celina Leão em diferentes cenários, mas também indicam uma disputa ainda aberta. Arruda aparece entre os principais concorrentes, enquanto Leandro Grass tenta consolidar o eleitorado de oposição. Ricardo Cappelli aposta na construção de uma frente ampla e tem colocado a saúde pública como prioridade de sua pré-campanha.
Nos bastidores, as negociações para escolha dos candidatos a vice-governador e para as duas vagas ao Senado são consideradas decisivas. O resultado dessas articulações poderá influenciar diretamente o desempenho das chapas e redefinir o equilíbrio de forças entre os blocos políticos que disputarão o comando do Distrito Federal.
A expectativa é que, com o início oficial das convenções partidárias, o quadro eleitoral fique mais claro. Até lá, alianças ainda podem ser revistas, candidaturas podem ser retiradas e novos apoios podem alterar significativamente o cenário político brasiliense.













