Operação investiga ex-secretário de Economia do DF por suspeita de lavagem de dinheiro

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Operação da PCDF e do MPDFT cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados e na Secretaria de Economia do Distrito Federal.

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) e o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) deflagraram, na manhã desta quarta-feira (17), uma operação para apurar supostos crimes contra a administração pública envolvendo o ex-secretário de Economia do Distrito Federal, Ney Ferraz, e um servidor da pasta, cuja identidade não foi divulgada.

As investigações apontam possíveis práticas de lavagem de dinheiro e associação criminosa. Segundo os órgãos responsáveis pela apuração, o inquérito foi instaurado em fevereiro de 2025 após a identificação de movimentações financeiras consideradas incompatíveis com a renda formalmente declarada pelos investigados.

Durante a ação, foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão em imóveis localizados nas regiões de Planaltina e Noroeste, além de diligências realizadas na sede da Secretaria de Economia do Distrito Federal.

De acordo com os investigadores, a aquisição de produtos de alto valor, incluindo roupas de grife pagas em dinheiro vivo, chamou a atenção das autoridades e contribuiu para o aprofundamento das apurações sobre a origem dos recursos utilizados pelos suspeitos.

Em nota, a Secretaria de Economia informou que o servidor alvo da operação está vinculado à gestão anterior e que a medida judicial teve como foco apenas a estação de trabalho do funcionário. A pasta acrescentou que aguarda mais informações para avaliar eventuais providências administrativas e destacou que está colaborando integralmente com as autoridades.

Ney Ferraz é advogado e servidor público federal do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Ao longo da carreira no Governo do Distrito Federal, ocupou cargos de destaque, incluindo as presidências do Instituto de Previdência dos Servidores Públicos do DF (Iprev-DF) e do Instituto de Assistência à Saúde dos Servidores do DF (Inas), além das secretarias de Planejamento e de Economia.

O ex-secretário já esteve no centro de outras investigações. Em 2025, ele e a esposa foram condenados por lavagem de dinheiro e ocultação de bens em processo relacionado ao período em que esteve à frente do Iprev-DF. Posteriormente, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios reformou parte da decisão e o condenou a nove anos e nove meses de prisão pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. Segundo a acusação, ele teria recebido aproximadamente R$ 1,6 milhão em propina.

Na ocasião, Ney Ferraz negou qualquer irregularidade e anunciou que recorreria da decisão ao Superior Tribunal de Justiça (STJ). Após a condenação em segunda instância, apresentou pedido de exoneração do cargo de secretário de Economia.

As investigações relacionadas à operação desta quarta-feira seguem em andamento e os órgãos responsáveis não descartam novas diligências para esclarecer a origem dos recursos movimentados pelos investigados.

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Operação da PCDF e do MPDFT cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados e na Secretaria de Economia do Distrito Federal.

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