Briga de foice por vagas do PT

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A dificuldade está em que o PT tem muito mais candidatos do que vagas reservadas.

 

Eduardo Brito

Pelas regras em vigor, a federação tem direito a nove candidaturas à Câmara. Delas, o PT terá direito a cinco vagas, ficando o PV com duas – uma delas para o atual deputado Reginaldo Veras – e o PCdoB com outras duas.

A dificuldade está em que o PT tem muito mais candidatos do que vagas reservadas.

Ao menos três podem ser reservadas para mulheres, e já estão na fila a sindicalista Rosilene Correia (foto), que disputou o Senado na eleição passada, mais a ex-reitora da UnB Márcia Abraão e a militante histórica Vanessa é o Bicho.

Problema mesmo está nas vagas para homens, onde se acotovelam o ex-governador Agnelo Queiroz, os ex-deputados Geraldo Magela e Roberto Policarpo, a drag queen Ruth Venceremos e o antigo quadro Marivaldo Pereira, que deixou cargo no Ministério da Justiça em busca de uma chance.

Falta negociar cabeça de chapa

Para os cargos majoritários, o PT não encontra mais problemas.

Os dois estavam lado a lado (foto) no lançamento do outro nome majoritário: a outra vaga de senadora ficará com Leila Barros, do PDT, que busca a reeleição.

A dificuldade é outra.

A frente de esquerdas se dividiu, e há um segundo candidato ao Buriti, o ex-interventor Ricardo Cappelli, que tem apoio fechado do PSB e que circula com desenvoltura no Palácio do Planalto, onde é tratado com extrema simpatia pelo presidente Lula.

Até agora, não há sinais de que qualquer um dos dois pretenda abrir mão em favor do outro.

Com adaptações*

 

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