Preso pela polícia federal, Paulo Henrique Costa é investigado por corrupção e lavagem e pode impactar estratégia de outros envolvidos
247 – O ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, preso na quarta fase da operação Compliance Zero da Polícia Federal, pode tentar antecipar um acordo de delação premiada no escândalo envolvendo o banco Master. As informações foram publicadas pela colunista Adriana Fernandes, da Folha de S.Paulo.
Segundo a análise, Costa — conhecido como PH — pode ter agora incentivos para firmar colaboração antes mesmo de Daniel Vorcaro, dono do Master, que já assinou um acordo de confidencialidade para iniciar negociações com investigadores.
Antes da prisão, o ex-presidente do BRB foi aconselhado a colaborar com as autoridades, mas resistiu, mesmo diante do avanço das apurações e da existência de provas consideradas robustas contra ele. Os motivos para essa decisão ainda não estão claros. Entre as hipóteses levantadas, está a possibilidade de que ele tenha recebido ou esperado receber vantagens para não delatar.
Com a mudança de cenário após a prisão, a avaliação é que Costa pode não ter mais razões para preservar outros envolvidos. No entanto, o tempo de resistência à delação pode reduzir os benefícios de eventual acordo. Para obter diminuição de pena, ele teria que apresentar informações mais abrangentes, incluindo nomes de alto escalão que, até agora, não aparecem no centro do escândalo.
A possível colaboração de Costa também tende a impactar a estratégia de Vorcaro. Caso ambos avancem com delações, pode haver uma disputa por protagonismo nas revelações, o que exigiria maior robustez nas provas e na devolução de recursos desviados por parte do empresário para reduzir eventuais punições.
Nesse contexto, a eventual decisão do ex-presidente do BRB de colaborar com as investigações pode representar um novo capítulo relevante no caso, ampliando o alcance das apurações e elevando a pressão sobre outros possíveis envolvidos.













