Pré-candidato ao GDF afirma que Celina Leão não tem credibilidade para seguir à frente do governo
247 – O pré-candidato ao governo do Distrito Federal, Ricardo Cappelli (PSB), apresentou um conjunto de dez propostas para reestruturar o Banco de Brasília (BRB), em meio à crise provocada por denúncias de fraudes bilionárias e problemas de governança na instituição.
As medidas foram divulgadas pelo próprio Cappelli em suas redes sociais, onde ele defende uma reorientação completa do banco, com foco em transparência, controle público e apoio ao desenvolvimento econômico local.
Críticas à atual gestão
Entre os pontos centrais, Cappelli afirma que a atual vice-governadora Celina Leão não tem condições políticas de liderar o processo de recuperação do banco.
“Celina Leão perdeu qualquer condição política de liderar este processo. Banco vive de credibilidade. Ela precisa se afastar ou ser afastada”, declarou.
A crítica reforça o tom agressivo adotado pelo pré-candidato após a prisão do ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, no âmbito da Operação Compliance Zero da Polícia Federal.
Combate às fraudes e recuperação de recursos
Cappelli também propõe medidas duras para enfrentar as irregularidades investigadas no banco.
Ele defende o corte imediato de todas as operações suspeitas de fraude e o confisco de bens dos envolvidos, com o objetivo de ressarcir os cofres públicos.
Ajuste fiscal e corte de privilégios
Outro eixo das propostas é a redução de gastos e o fim de práticas consideradas abusivas ou ineficientes.
Cappelli propõe o fim dos chamados supersalários no banco, com a adoção de uma gestão mais austera e transparente, além do corte de patrocínios que não estejam diretamente ligados ao desenvolvimento do Distrito Federal.
Também defende o fim da exclusividade de juros subsidiados para o setor imobiliário, ampliando o acesso a crédito para outros segmentos da economia.
Novo papel para o BRB
Uma das principais propostas é transformar o BRB em um instrumento de desenvolvimento regional, nos moldes do BNDES.
“Transformar o BRB no BNDES do DF com juros subsidiados para o médio, pequeno e microempreendedor”, escreveu.
Nesse sentido, ele também propõe parcerias com instituições como BNDES, BID e BIRD, com o objetivo de fortalecer a capacidade financeira e técnica do banco.
Relação com servidores e práticas abusivas
Cappelli inclui ainda propostas voltadas aos servidores públicos do Distrito Federal.
Ele defende o fim da obrigatoriedade de recebimento de salários pelo BRB, argumentando que é necessário garantir liberdade econômica aos trabalhadores.
Além disso, critica práticas que considera abusivas, como o desconto integral de salários de servidores superendividados.
“Fim da prática ABUSIVA de confisco de 100% do salário dos servidores superendividados”, destacou.
Redefinição da atuação do banco
Por fim, o pré-candidato propõe o encerramento de operações do BRB fora do Distrito Federal, como forma de concentrar esforços na recuperação da instituição e no atendimento às demandas locais.
As dez propostas apresentadas por Cappelli sinalizam uma estratégia de forte intervenção estatal e reorientação do banco para políticas públicas de desenvolvimento, em contraste com o modelo adotado nos últimos anos, alvo de investigações e críticas crescentes.
Conheça as dez propostas de Cappelli para o BRB:














