Os programas e as declarações recentes dos candidatos ao Governo do Distrito Federal, Celina Leão (PP) e Leandro Grass (PT), apresentam compromissos para ampliar e reorganizar a rede pública de saúde, mas ainda não detalham medidas específicas de enfrentamento ao HIV, à aids e a outras infecções sexualmente transmissíveis (ISTs). A constatação integra levantamento publicado pela Agência Aids em 20 de outubro.
Propostas apresentadas
Celina defende ampliação da estrutura hospitalar, contratação de profissionais, fortalecimento das unidades básicas e iniciativas de telemedicina. Grass propõe integrar a gestão dos serviços de saúde, ampliar a atenção primária e reduzir filas de consultas, exames e cirurgias. O petista também cita ações de saúde sexual e reprodutiva.
Segundo a análise da Agência Aids, os materiais consultados até 20 de outubro não apresentam metas específicas para testagem de HIV, acesso a profilaxias pré e pós-exposição (PrEP e PEP) ou acompanhamento das pessoas que vivem com o vírus. A ausência de detalhamento nos documentos examinados não significa que tais serviços deixaram de existir ou que os candidatos sejam contrários a eles.
Indicadores no DF
Dados do Ministério da Saúde citados pela reportagem registram 684 casos de HIV, 380 casos de aids e 70 mortes relacionadas à doença no Distrito Federal em 2024. As informações reforçam a importância de políticas contínuas de prevenção, diagnóstico e tratamento.
O tema afeta toda a população e tem relevância particular para o debate sobre acesso equitativo à saúde, combate ao estigma e direitos LGBTQIA+.
Fonte: Agência Aids, 20/10/2026.


