Artigo publicado pela universidade destaca pesquisa em exames de sangue, atenção básica e suporte às famílias diante do envelhecimento da população.
Os avanços na investigação da doença de Alzheimer precisam chegar a populações diversas e dialogar com a realidade dos serviços de saúde brasileiros. Essa é a avaliação de Raphael Lopes Olegário, doutorando em Ciências Médicas na Universidade de Brasília, em artigo publicado pela UnB nesta semana.
O pesquisador explica que alterações biológicas associadas ao Alzheimer podem começar anos antes dos sintomas mais evidentes. Entre as linhas de pesquisa, cita os biomarcadores sanguíneos, especialmente os ligados à proteína tau fosforilada, que podem tornar a investigação menos invasiva. Seu desempenho em diferentes grupos da população, porém, ainda exige estudos cuidadosos.
Na avaliação do autor, as unidades de atenção primária têm papel decisivo: costumam receber as primeiras queixas de memória e perceber mudanças nas atividades cotidianas. Formação de equipes e fluxos de encaminhamento podem ajudar a reduzir atrasos na avaliação.
Para pessoas 60+ e suas famílias no DF, o artigo também chama atenção para ações de extensão universitária que ofereçam orientação, estímulo à atividade física e cognitiva e apoio a cuidadores. Dificuldades persistentes de memória merecem avaliação profissional; exames em pesquisa não devem ser interpretados isoladamente como diagnóstico.
Fonte: artigo de Raphael Lopes Olegário na UnB, 23 de setembro de 2026.

