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Eleições 2026

Eleições 2026: propostas para o funcionalismo dividem presidenciáveis

Planos de governo apresentam propostas diferentes para carreiras, concursos e gastos com pessoal. Imagem ilustrativa.
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Os planos de governo dos principais candidatos à Presidência apresentam caminhos diferentes para o funcionalismo público. Combate a supersalários, avaliação de desempenho, concursos, negociação coletiva e redução da estrutura federal estão entre os temas que aparecem nas propostas registradas para as eleições de 2026.

O debate afeta diretamente servidores e também a população que utiliza os serviços públicos. Enquanto algumas candidaturas defendem maior diálogo com as categorias e políticas de inclusão, outras apostam no enxugamento da máquina, em metas de produtividade e em novas formas de contratação.

A comparação considera os planos dos seis presidenciáveis mais bem colocados nas pesquisas consultadas no início de setembro: Augusto Cury, Flávio Bolsonaro, Luiz Inácio Lula da Silva, Renan Santos, Ronaldo Caiado e Romeu Zema. Nenhum deles apresenta, nos documentos analisados, um calendário detalhado de concursos federais ou uma proposta de reajuste salarial geral.

Augusto Cury: metas, tecnologia e avaliação

O programa de Augusto Cury (Avante) prevê uma reforma administrativa com simplificação de estruturas, modernização das carreiras e mecanismos permanentes de avaliação de desempenho. Ministérios teriam metas anuais, mensuráveis e públicas.

A candidatura também propõe empregar inteligência artificial para localizar fraudes, desperdícios, sobrepreços e pagamentos irregulares. O plano cita melhores salários, carreira nacional e bônus de desempenho para profissionais da segurança, mas não define mudanças gerais de remuneração ou estabilidade.

Flávio Bolsonaro: redução da máquina federal

Flávio Bolsonaro (PL) defende reduzir cargos comissionados, despesas administrativas e pelo menos dez ministérios. O programa promete dar continuidade a uma reforma administrativa e combater remunerações acima do teto, incluindo os chamados penduricalhos.

Para estatais e funções de direção, o documento propõe recrutamento com práticas de mercado e seleção de profissionais qualificados. Nas agências reguladoras, a intenção é ampliar critérios técnicos e avaliações periódicas dos dirigentes. Não há detalhamento de alterações em salários, estabilidade ou progressão funcional.

Lula: negociação coletiva e política de cotas

O plano do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) propõe aprofundar a valorização dos servidores federais e manter a Mesa Nacional de Negociação Permanente como canal de diálogo com as categorias.

Também prevê regulamentar a negociação coletiva no setor público, atualizar o sistema sindical e ampliar o compartilhamento de estruturas administrativas entre ministérios e órgãos. Na área de concursos, a proposta é preservar e aprimorar as cotas, com incentivo à participação da população negra e à presença em cargos superiores da administração.

Renan Santos: ajuste fiscal e fim dos supersalários

Renan Santos (Missão) insere a reforma administrativa em um programa de ajuste fiscal e redução de gastos. O fim dos supersalários estaria incluído em uma proposta de emenda à Constituição a ser encaminhada ainda na transição de governo.

O plano prevê um Comissariado Federal para fiscalizar recursos da União e um sistema nacional de metas destinado a medir resultados, integridade e eficiência fiscal dos municípios. Também menciona consequências para gestores que descumprirem os objetivos estabelecidos.

Ronaldo Caiado: gestão técnica e controle de despesas

Ronaldo Caiado (PSD) propõe uma administração baseada em metas, avaliação de desempenho e critérios técnicos para escolher dirigentes de estatais, agências e órgãos estratégicos.

O programa promete enfrentar supersalários e exceções ao teto constitucional. Novas despesas com pessoal dependeriam de estimativa de impacto, compensação permanente e compatibilidade com as contas públicas. Para concursos, o plano cita políticas de inclusão e critérios de mérito, sem apresentar quantidade de vagas.

Romeu Zema: novos vínculos e progressão por desempenho

Romeu Zema (Novo) apresenta uma das propostas mais abrangentes de mudança no funcionalismo. O plano prevê modernizar concursos, adotar testes de competências e habilidades e reorganizar carreiras, com extinção de cargos considerados obsoletos.

A avaliação de desempenho poderia influenciar progressões, bônus, autonomia e até a permanência no cargo, após medidas de desenvolvimento. O programa menciona contratos por prazo determinado para projetos e vínculos sem estabilidade ampla, além da redução de ministérios, secretarias, autarquias, fundações e cargos comissionados.

Promessas ainda dependem de detalhamento

As diretrizes registradas na Justiça Eleitoral funcionam como compromissos de campanha, mas parte das mudanças dependeria de leis, aprovação do Congresso ou alterações constitucionais. A ausência de cronogramas, estimativas de custo e metas de contratação limita a comparação sobre os efeitos práticos para servidores e candidatos a concursos.

Com informações do g1 e de levantamento dos planos de governo realizado pelo Qconcursos Folha Dirigida.

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