A maioria dos candidatos apoiam a implantação, seja de forma gradual ou imediata. Outros, defendem o benefício para parte da população
O transporte público do Distrito Federal é um dos temas que costumam estar presentes em todos os debates, entrevistas e discursos dos candidatos ao GDF, que fazem as mais variadas promessas para melhorar a vida de quem depende dos ônibus ou metrô na capital do país.
Por isso, o Metrópoles questionou os postulantes ao comando do Palácio do Buriti sobre o que eles pensam em relação à tarifa zero no transporte público do DF. A política pública prevê a isenção do pagamento das passagens. Confira o que cada um respondeu à reportagem:
- Celina Leão (PP)
“Sou favorável e estamos trabalhando para construir um modelo que seja tecnicamente viável e responsável com o orçamento público. Faremos uma implementação gradual, atendendo primeiro os usuários do CadÚnico. O Vai de Graça já mostrou o impacto positivo da gratuidade aos domingos e feriados. Agora, estamos aprofundando os estudos, realizando uma auditoria e revendo os contratos do transporte coletivo para avançarmos nessa proposta.”
- José Roberto Arruda (PSD)
“Não adianta dar ônibus de graça sábado e domingo, mas não ter ônibus. Além disso, as empresas recebem R$ 2 bilhões de subsídio por ano. Isso é um absurdo. Primeiro, vou fazer uma auditoria nas empresas de ônibus, vou diminuir esse subsídio, vou construir novas linhas de metrô e não vou demitir cobrador. Porque a tarifa pode ser baixa, mas é importante você ter um controle sobre o número de passageiros transportados.”
- Leandro Grass (PT)
“No meu governo, a tarifa zero será implantada de forma progressiva, gradual, sustentável e ancorada em fonte estável de custeio. Tarifa zero sozinha não resolve, porque de nada adianta o ônibus ser de graça se ele não passa na sua rua ou demora uma hora. Por isso, a gratuidade caminha junto com a ampliação da rede, com mais linhas, mais frequência e novos itinerários para as regiões hoje mal servidas, principalmente nas periferias e nas áreas rurais.”
- Paula Belmonte (PSDB)
“No meu governo, o DF vai ter tarifa zero todos os dias. Mas não queremos apenas zerar a passagem, mas mudar a qualidade do serviço entregue à população. Vamos colocar as contas do transporte na mesa, fazer uma auditoria no sistema e garantir mais ônibus, melhores linhas, segurança e integração com o metrô. Transporte público de qualidade é um direito e tarifa zero precisa significar liberdade para o trabalhador se deslocar sem pesar no bolso.”
- Ricardo Cappelli (PSB)
“No meu governo, a tarifa zero vai começar reduzindo o principal custo do transporte, que é com o combustível. Nós vamos trocar a frota de ônibus por veículos elétricos. Com isso, a gente reduz o combustível para 20% do gasto que é atualmente. Vamos começar testando em algumas cidades, e, com isso, a gente viabiliza a tarifa zero. Então, tarifa zero é menos subsídio. É um horizonte, mas é trocando a frota por ônibus elétricos que vamos conseguir.”
- Kiko Caputo (Novo)
“Se os recursos que deveriam ser usados em benefício da população do DF não tivessem sido roubados por governos corruptos, a tarifa zero já poderia ter sido implementada há muito tempo. Dinheiro público precisa voltar para a população na forma de serviços que melhorem efetivamente a vida das pessoas. Com responsabilidade, fiscalização rigorosa dos contratos e combate à corrupção, iremos proporcionar a gratuidade no transporte público, sem nunca abrir mão da qualidade e da eficiência do serviço.”
- Professor Robson (PSTU)
“Somos totalmente favoráveis à tarifa zero. É um absurdo que o GDF pague 70% do custo do transporte e ainda force a população a pagar passagem de ônibus e metrô. A tarifa zero coloca dinheiro no bolso do trabalhador para comprar comida e remédios, movimentando o comércio e fortalecendo a economia do Distrito Federal. Vamos auditar minuciosamente as contas junto com os trabalhadores rodoviários e a população, e vamos estatizar o sistema.”
- Samara Mineiro (UP)
“Defendemos o Passe Livre para toda a população. O transporte deve ser tratado como direito fundamental constitucional e não como negócio. Também defendemos o fim da farra com o dinheiro público do transporte. Todo ano, R$ 2 bilhões são repassados às empresas de ônibus para prestarem um serviço de péssima qualidade. Defendemos o fortalecimento e reestruturação da empresa pública de transporte TCB e uma transição de todo o serviço para ela.”
- Elisson Ferreira (Agir)
“Nosso plano traz a redução imediata de R$ 1 na passagem e prevê reduções graduais nos anos seguintes, com o objetivo de chegar à tarifa zero. Quero isso com ônibus e trens suficientes, novos, com frequência, conforto e qualidade. Vamos revisar contratos, custos e todos os repasses feitos ao sistema. Se o cidadão paga a passagem e existe dinheiro público financiando o transporte, é obrigação do governo mostrar onde cada real está sendo aplicado.”
- Expedito Mendonça (PCO)
O candidato não respondeu até o fechamento da matéria. Porém, em seu plano de governo, há uma proposta que fala sobre o assunto. No plano, o candidato diz que quer trazer “passe livre nos transportes (públicos) para desempregados e trabalhadores da economia informal.”


