Maioria das queixas envolve publicidade em vias públicas; candidatos a deputado distrital lideram registros no aplicativo Pardal
O Distrito Federal registrou 100 denúncias de possíveis irregularidades na propaganda eleitoral durante os cinco primeiros dias da campanha de 2026. As ocorrências foram encaminhadas à Justiça Eleitoral por meio do aplicativo Pardal, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
A maior parte das queixas está relacionada à propaganda realizada em vias públicas. Em seguida aparecem denúncias envolvendo conteúdos divulgados na internet e adesivos instalados em veículos.
Os candidatos a deputado distrital concentram o maior número de registros. Na sequência estão os concorrentes aos cargos de deputado federal e governador do Distrito Federal.
As candidaturas à Presidência da República foram mencionadas em apenas uma denúncia registrada no DF. O caso envolve suposta irregularidade na propaganda realizada pela internet.
As denúncias representam comunicações encaminhadas pelos eleitores e ainda precisam ser analisadas pela Justiça Eleitoral. O registro no Pardal, portanto, não significa que a irregularidade tenha sido confirmada ou que o candidato denunciado será automaticamente punido.
Número nacional chega a 1.767
Em todo o Brasil, o Pardal recebeu 1.767 denúncias nos cinco primeiros dias da campanha eleitoral. O sistema permite que cidadãos comuniquem possíveis violações às regras de propaganda e encaminhem provas para auxiliar a apuração.
Nas eleições gerais de 2022, o aplicativo recebeu 2.179 denúncias somente no Distrito Federal durante todo o período eleitoral.
A campanha de 2026 começou oficialmente em 16 de agosto. A partir dessa data, candidatas e candidatos passaram a ter autorização para pedir votos, realizar atos de rua e divulgar propaganda eleitoral, desde que respeitem as restrições estabelecidas pela legislação.
Como denunciar pelo Pardal
O Pardal está disponível gratuitamente e também pode ser acessado pela internet. Para registrar uma denúncia, o eleitor deve descrever a situação e identificar o local da possível irregularidade.
O sistema permite anexar fotografias, vídeos, áudios e outros documentos que ajudem a comprovar o fato denunciado. Depois do envio, o cidadão recebe um número de protocolo para acompanhar a tramitação.
As ocorrências são submetidas à análise da Justiça Eleitoral. Quando existem elementos suficientes, pode ser aberto um processo para apurar a conduta e determinar a retirada da propaganda, além da aplicação das penalidades previstas em lei.
Casos de desinformação que possam comprometer a integridade das eleições devem ser encaminhados ao Sistema de Alertas de Desinformação Eleitoral, e não ao Pardal.
Fontes: Metrópoles e Tribunal Superior Eleitoral.


