Candidato do PSB afirma que tentou construir uma aliança no primeiro turno, mas mantém aberta a possibilidade de união com Leandro Grass em eventual segundo turno
O candidato do PSB ao Governo do Distrito Federal, Ricardo Cappelli, afirmou que o PT impôs uma candidatura própria ao Palácio do Buriti e não aceitou abrir mão da cabeça de chapa. A declaração foi dada durante encontro promovido pela Câmara Americana de Comércio (Amcham), em Brasília.
Cappelli disse que trabalhou pela construção de uma candidatura única entre os partidos aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A negociação, entretanto, não avançou, e o PT confirmou o ex-deputado distrital Leandro Grass como candidato ao GDF.
Apesar da divisão no primeiro turno, Cappelli evitou tratar o PT como adversário político. O candidato do PSB afirmou respeitar a decisão do partido e admitiu a possibilidade de uma composição entre as duas candidaturas caso uma delas chegue ao segundo turno.
A convenção regional do PSB oficializou a candidatura de Cappelli no dia 3 de agosto. Durante o encontro, o partido apresentou o ex-presidente da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) como uma alternativa ao grupo político que atualmente administra o Distrito Federal.
Cappelli ganhou projeção nacional em janeiro de 2023, quando foi nomeado interventor federal na segurança pública do DF após os ataques contra as sedes dos Três Poderes. Ele também exerceu o cargo de secretário-executivo do Ministério da Justiça e Segurança Pública.
No primeiro debate televisivo entre os candidatos ao GDF, realizado pela TV Bandeirantes, Cappelli procurou destacar sua experiência administrativa e fez críticas à condução da crise do Banco de Brasília. O caso BRB tornou-se um dos principais assuntos da campanha distrital.
A manutenção das candidaturas de Cappelli e Leandro Grass mostra a dificuldade dos partidos ligados ao governo Lula de construir uma chapa única no Distrito Federal. A divisão pode provocar uma disputa interna pelo eleitorado de centro-esquerda e pela definição de quem ocupará o principal palanque presidencial no DF.
O período oficial de campanha começa no domingo, 16 de agosto. A partir dessa data, Cappelli terá o desafio de ampliar seu conhecimento entre os eleitores e apresentar uma identidade própria, sem romper completamente com os demais partidos do campo governista.
Fontes: PSB Nacional, Folha de S.Paulo e Sou Brasília


