Governadora do Distrito Federal afirmou que a indicação de Paulo Henrique Costa para comandar a instituição foi um equívoco e apontou problemas no sistema de controle interno
A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), fez duras críticas à gestão que comandou o Banco de Brasília (BRB) nos últimos anos e responsabilizou a escolha do ex-presidente Paulo Henrique Costa por parte dos problemas enfrentados pela instituição financeira. As declarações foram dadas durante entrevista à GloboNews.
Segundo Celina, a nomeação de Costa para a presidência do BRB foi um erro da administração anterior. A governadora afirmou que já mantinha divergências com o então dirigente e avaliava que sua condução da instituição estava distante das prioridades locais. Ela também classificou o ex-presidente como alguém com perfil excessivamente centralizador e voltado para projetos que, em sua avaliação, não contribuíam diretamente para os interesses do Distrito Federal.
A chefe do Executivo local também apontou falhas nos mecanismos de compliance e governança do banco. De acordo com ela, a concentração de decisões em um grupo reduzido de dirigentes teria enfraquecido os controles internos da instituição, contribuindo para problemas administrativos e financeiros que vieram à tona nos últimos meses.
Celina assumiu o comando do governo em abril deste ano, após a saída de Ibaneis Rocha para disputar uma vaga no Senado. Ao comentar a situação do BRB, destacou que promoveu mudanças profundas na estrutura da instituição, incluindo a substituição de superintendentes e diretores, além da contratação de auditorias independentes para revisar procedimentos e apurar possíveis irregularidades.
A governadora afirmou ainda que as investigações e auditorias realizadas desde então identificaram situações que foram encaminhadas aos órgãos competentes. Segundo ela, as medidas adotadas buscam fortalecer a governança do banco e recuperar a confiança do mercado e dos clientes na instituição.
O BRB atravessa um período de reestruturação após a crise envolvendo operações com o Banco Master e os desdobramentos das investigações conduzidas pela Polícia Federal. O Governo do Distrito Federal, acionista controlador do banco, tem defendido iniciativas para reforçar a estabilidade financeira da instituição e garantir sua continuidade como agente estratégico de desenvolvimento econômico da capital do país.












