Movimentos reivindicam pagamento de salários e valorização profissional; passageiros enfrentam dificuldades e lixo começa a se acumular em algumas regiões.
A segunda-feira (22) começou com transtornos em diferentes áreas do serviço público do Distrito Federal. Paralisações promovidas por rodoviários da Auto Viação Marechal e por trabalhadores da limpeza urbana afetaram a mobilidade e a coleta de resíduos em diversas regiões administrativas.
No transporte público, motoristas e cobradores da empresa Marechal interromperam as atividades nas primeiras horas da manhã em protesto contra o atraso no pagamento dos salários. Os trabalhadores alegaram que os vencimentos deveriam ter sido depositados na última sexta-feira (19).
A empresa informou que os recursos foram repassados pela Secretaria de Transporte e Mobilidade (Semob) na sexta-feira, mas o crédito ocorreu apenas no sábado (20), impossibilitando o processamento da folha salarial no mesmo dia. Segundo a companhia, os pagamentos foram realizados às 6h30 desta segunda-feira. Os funcionários confirmaram o recebimento dos valores, mas a paralisação provocou impactos no atendimento aos passageiros.
A Auto Viação Marechal opera mais de 500 ônibus e transporta cerca de 175 mil usuários diariamente em regiões como Ceilândia, Taguatinga, Águas Claras, Guará e parte do Park Way.
Já os trabalhadores da limpeza urbana aderiram a uma paralisação nacional em defesa da aprovação do chamado Projeto de Lei dos Garis e Margaridas, que tramita no Senado Federal. A mobilização reivindica a criação de um piso salarial nacional, melhores condições de trabalho e garantias previdenciárias para a categoria.
Com a suspensão dos serviços, moradores de várias regiões do DF já registraram acúmulo de lixo nas ruas e áreas públicas. O Serviço de Limpeza Urbana (SLU) informou que a paralisação não afeta o funcionamento do Aterro Sanitário de Brasília, dos papa-entulhos e das unidades de recebimento de entulho.
O projeto defendido pelos garis estabelece piso salarial equivalente a dois salários mínimos, jornada semanal de 40 horas, adicional de insalubridade em grau máximo e aposentadoria especial para os profissionais da limpeza urbana.
As duas paralisações evidenciam desafios enfrentados por categorias essenciais para o funcionamento da capital federal. Enquanto os rodoviários cobravam regularização de pagamentos, os garis buscavam avanços em direitos trabalhistas e reconhecimento profissional.
Até o início da tarde desta segunda-feira, não havia previsão para o encerramento do movimento dos trabalhadores da limpeza urbana. No caso dos rodoviários, a expectativa era de retomada gradual das operações após a regularização dos salários.













