Empréstimo de R$ 3,1 milhões para compra de mansão no Lago Sul volta a preocupar entorno do senador após prisão de ex-presidente do banco
A possível colaboração premiada do ex-presidente do Banco de Brasília, Paulo Henrique Costa, acendeu um sinal de alerta entre aliados do senador Flávio Bolsonaro. Integrantes da pré-campanha do parlamentar avaliam que uma eventual delação pode recolocar no centro do debate político o financiamento de R$ 3,1 milhões obtido junto ao BRB em 2021 para aquisição de uma mansão avaliada em R$ 6 milhões no Lago Sul, em Brasília.
O ex-dirigente do banco foi preso no âmbito das investigações relacionadas ao escândalo do Banco Master, fato que ampliou a apreensão no entorno político do senador. Embora Flávio Bolsonaro sustente que a operação ocorreu dentro da legalidade e seguindo critérios técnicos da instituição financeira, interlocutores demonstram receio quanto aos possíveis desdobramentos políticos do caso.
O principal foco de desgaste envolve as condições do empréstimo. A taxa de juros de 3,71% ao ano, considerada inferior à média praticada no mercado à época, gerou repercussão desde que a operação se tornou pública. O financiamento viabilizou a compra de um imóvel de alto padrão localizado no Lago Sul, uma das regiões mais valorizadas do Distrito Federal.
Segundo aliados, o temor aumentou diante da hipótese de Paulo Henrique Costa detalhar procedimentos internos relacionados à aprovação do crédito ou mencionar eventuais conversas envolvendo a concessão do financiamento. A avaliação dentro da pré-campanha é que novas revelações poderiam ampliar a pressão política sobre o senador em meio ao cenário eleitoral.
Apesar disso, Flávio Bolsonaro nega qualquer irregularidade e reafirma que o financiamento foi concedido de acordo com as normas bancárias vigentes. O entorno do parlamentar, contudo, reconhece que o episódio pode alimentar críticas relacionadas ao patrimônio do senador e dificultar a condução de pautas estratégicas da pré-campanha.














