Em ritmo intenso de pré-campanha, ex-distrital percorre cidades do Distrito Federal, amplia diálogo com diferentes grupos e protagoniza cena descontraída ao lado de militante LGBTQIA+
Em plena maratona política rumo ao Palácio do Buriti, o ex-deputado distrital Leandro Grass tem mostrado disposição para conversar com todos os segmentos da sociedade do Distrito Federal. Pré-candidato ao Governo do DF, Grass vem intensificando agendas em diversas regiões administrativas e acumulando episódios curiosos durante a caminhada eleitoral.
Um dos momentos mais comentados dos últimos dias ocorreu durante um encontro com a assessora parlamentar e militante LGBTQIA+ Madu Krasny. Travesti, negra, periférica e ativista do movimento LGBTQIA+ no DF, Madu decidiu ensinar ao pré-candidato a arte de “bater leque”, expressão ligada à cultura popular e frequentemente associada à performance e à comunicação corporal em espaços da comunidade LGBTQIA+.
No início da aula improvisada, Grass demonstrou pouca intimidade com a técnica, arrancando risos dos presentes. Mas, incentivado pela professora, insistiu até conseguir aprovação no teste final.
Madu Krasny, que também é pré-candidata a deputada distrital pelo PSOL no DF em 2026, ganhou notoriedade nas eleições de 2022 ao se apresentar como a travesti mais votada do Distrito Federal naquele pleito. Graduada em Letras-Português pela Universidade de Brasília (UnB), ela atua atualmente como assessora parlamentar e mantém forte presença em pautas ligadas aos direitos humanos e à diversidade.
PT do DF tenta fechar chapas para 2026
Enquanto isso, a federação formada por PT, PV e PCdoB segue em fase final de negociações para definir as candidaturas proporcionais no Distrito Federal. A expectativa é que o diretório regional petista conclua neste sábado a composição das nominatas para deputado federal e distrital.
O principal impasse envolve a distribuição das vagas dentro da federação. Das nove posições consideradas competitivas para a Câmara Federal, cinco pertencem ao PT, enquanto PV e PCdoB têm direito a duas cada.
Nos bastidores, entretanto, dirigentes petistas negociam a ampliação do espaço do partido, especialmente porque o PCdoB ainda não apresentou nomes considerados fortes para a disputa. A tendência é que parte das vagas seja ocupada por candidatos do PT, que já trabalham em pré-campanha.
A discussão também alcança a formação da chapa para a Câmara Legislativa do DF, embora em menor intensidade. Com o lançamento das candidaturas majoritárias previsto para a próxima terça-feira (19), a definição acabou sendo delegada ao diretório regional do partido.
O colegiado conta formalmente com 46 membros titulares e respectivos suplentes, mas o núcleo de maior influência política permanece concentrado na Executiva Regional, formada por 15 integrantes, incluindo parlamentares federais e distritais da legenda.













