Segundo a vítima, o parlamentar deu um tapa na cara dela e a xingou de “imunda” após o contraste injetado extravasar braço do paciente
“O hospital informa que a técnica de enfermagem encontra-se afastada de suas atividades por recomendação de seu médico particular”, disse o hospital.
Em nota, a unidade hospitalar garantiu que vem tomando todas as providências necessárias para atender as solicitações das autoridades competentes que investigam o caso.
Entenda o caso
- Segundo a vítima, a agressão ocorreu durante um exame, na última quinta-feira (30/4), mesmo dia em que o boletim foi registrado. O hospital informou que abriu apuração administrativa sobre o caso.
- De acordo com a profissional, o senador estava internado para realizar uma angiotomografia de tórax e coronárias. Ela era responsável por conduzi-lo até a sala de exames, realizar a monitorização e iniciar os procedimentos, incluindo o teste de acesso venoso com soro;
- Ao iniciar a injeção de contraste, o equipamento identificou uma oclusão e interrompeu automaticamente o procedimento. Ao verificar, constatou o extravasamento do líquido no braço do paciente;
- Ao explicar a necessidade de compressão no local, o parlamentar teria reagido de forma agressiva;
- Na ocasião, Malta teria se levantado do aparelho e, quando a profissional se aproximou para prestar assistência, desferiu um tapa em seu rosto, chegando a entortar seus óculos, além de chamá-la de “imunda” e “incompetente” – ambas situações negadas pelo senador.
Sindicatos se manifestam
Os sindicatos dos Técnicos de Enfermagem (Sindate) e dos Enfermeiros (SindEnfermeiro) do Distrito Federal se manifestaram em defesa da técnica de enfermagem.
O Sindate-DF também se colocou à disposição da vítima e disse estar acompanhando o caso. “Reforçamos a importância de que todos os fatos sejam devidamente investigados e esclarecidos com transparência e responsabilidade”.
Já o Setorial de Mulheres do SindEnfermeiro-DF subiu o tom. “É ultrajante que além de ser vítima de agressões verbais e físicas, a profissional ainda precise enfrentar uma campanha difamatória que tenta invalidar sua dor e profissionalismo”, declarou a entidade, nessa segunda-feira (4/5).
“Expressamos a necessidade de que a denúncia da técnica de enfermagem seja credibilizada e sejam tomadas as providências cabíveis pelas entidades de classe, pela Segurança Pública e pelo Judiciário”, afirmou o SindEnfermeiro-DF.
O senador também foi às redes sociais e negou as acusações. Ele gravou um vídeo enquanto ainda estava internado.
“Vocês me conhecem. Eu nunca encostei a mão em ninguém, nem nas minhas filhas, nem em nenhuma mulher. Isso é falsa comunicação de crime”, disse.
O parlamentar também se pronunciou por meio da equipe jurídica, que emitiu uma nota. No documento, a defesa diz que Malta encontrava-se sob forte medicação, com a cognição comprometida. Nesse contexto, teria reagido ao sofrimento físico – e não à profissional –, acionando imediatamente o médico responsável por seu acompanhamento.
Magno foi hospitalizado após passar mal no momento em que seguia para o Congresso Nacional.













