Governo Lula em crise de popularidade: Nova estratégia de exposição busca reverter cenário

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Palácio do Planalto aposta em maior presença do presidente para alavancar aprovação em meio a desafios

 

Em um momento de crescente preocupação com a queda de popularidade, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) prepara uma nova ofensiva de comunicação, apostando em uma maior exposição do chefe do Executivo para tentar reverter o cenário. A estratégia surge após seguidas crises e a dificuldade em emplacar projetos que ganhem visibilidade e melhorem a percepção pública sobre a gestão.

O plano, que já havia sido esboçado no início do ano com a chegada de Sidônio Palmeira à chefia da Secom (Secretaria de Comunicação Social) da Presidência, visa ampliar a participação de Lula em eventos e entrevistas. A ideia é expandir o alcance das ações do governo, que, segundo avaliações internas, não têm chegado de forma eficaz à população. Essa abordagem se torna ainda mais urgente diante dos episódios de desgaste enfrentados pelo Executivo, como as notícias falsas sobre o Pix e a alta dos preços dos alimentos.

Sidônio Palmeira, ao assumir a Secom, havia prometido reverter a queda de popularidade em 90 dias. No entanto, passados cinco meses, o presidente Lula enfrenta uma alta rejeição, com as taxas de avaliação em seu pior patamar desde o início do mandato, conforme revelado por uma pesquisa Genial/Quaest divulgada recentemente. A pesquisa aponta que a avaliação negativa do governo é de 43%, enquanto a positiva é de apenas 26%.

Uma pesquisa encomendada pelo Palácio do Planalto indicou que grande parte dos entrevistados gostaria de ouvir mais o presidente. Para os assessores, esse dado sugere que as mensagens do governo não estão alcançando o público e que há espaço para uma ofensiva concentrada na figura de Lula. Nesse sentido, entrevistas coletivas com o petista, como a que ocorreu na última terça-feira (3), devem se tornar mais frequentes.

Além da maior exposição do presidente, a equipe de Lula também planeja ampliar a vinculação da imagem do presidente ao lançamento e à divulgação de programas do governo. Há uma aposta em medidas sociais com apelo popular para tentar recuperar a popularidade do petista. A ideia é organizar a divulgação de novos programas a cada mês, evitando que um ofusque o outro e garantindo que as ações do governo sejam percebidas pela população.

Embora os números atuais da pesquisa Genial/Quaest mostrem um cenário desafiador, com Lula empatando tecnicamente em simulações de segundo turno contra potenciais adversários, auxiliares do presidente minimizam o risco para 2026. Eles acreditam que ainda há tempo para reverter o cenário, apostando nos programas que ainda serão lançados e na recuperação da safra agrícola, que pode levar a uma queda no preço dos alimentos e, consequentemente, melhorar a percepção econômica da população.

 

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