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Direitos Humanos

BSB1 60+: programa Envelhecer nos Territórios leva escuta e proteção a pessoas idosas

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Com o envelhecimento acelerado da população brasileira, o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania reforça a atuação do programa Envelhecer nos Territórios. A iniciativa forma agentes de direitos humanos, promove visitas domiciliares e identifica vulnerabilidades que podem impedir pessoas idosas de exercer seus direitos.

Atendimento domiciliar a pessoas idosas. Fotografia de arquivo, ilustrativa.
Atendimento domiciliar a pessoas idosas. Fotografia de arquivo, ilustrativa.

A execução ocorre em parceria com institutos federais e universidades. Nos municípios alcançados, agentes conversam com moradores, observam necessidades locais e encaminham possíveis situações de negligência, violência ou dificuldade de acesso aos serviços públicos aos órgãos responsáveis.

Mais brasileiros com 60 anos ou mais

De acordo com dados da Pnad Contínua apresentados pelo ministério, a participação das pessoas com 60 anos ou mais na população passou de 11,3% em 2012 para 16,6% em 2025. Isso representa aproximadamente 35,2 milhões de brasileiros. A projeção do IBGE aponta que esse grupo poderá representar 37,8% da população em 2070.

Os números ajudam a explicar por que políticas de proteção precisam considerar não apenas a longevidade, mas também as condições de moradia, renda, convivência familiar, saúde e mobilidade. As necessidades variam de uma comunidade para outra, e a visita dos agentes permite conhecer problemas que nem sempre aparecem nas estatísticas gerais.

Escuta que faz diferença

Em relato divulgado pelo ministério, moradores de comunidades de Minas Gerais destacaram a importância de receber a visita de agentes e ter a oportunidade de falar sobre suas condições de vida. A experiência ilustra um princípio central da iniciativa: garantir direitos começa por reconhecer as pessoas idosas como participantes das decisões sobre sua própria vida.

O programa não substitui o atendimento de saúde nem os serviços de assistência social; seu papel inclui articular a rede de proteção e identificar demandas que necessitam de encaminhamento. Para o BSB1 60+, a pauta reforça que envelhecer com dignidade depende também de informação, participação social e presença efetiva do poder público nos territórios.

Fontes: Fonte oficial 1.

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