Ex-parlamentar é acusado de mandar matar o adolescente que namorava sua ex-mulher; crime ocorreu em 2004 e julgamento foi remarcado várias vezes.
Após uma sequência de adiamentos, o ex-deputado distrital Carlos Xavier deve enfrentar o Tribunal do Júri no Distrito Federal. Ele é acusado de ter ordenado a morte do adolescente Ewerton Pereira da Silva, que namorava sua ex-mulher. O crime ocorreu em 2004.
O julgamento mais recente estava inicialmente previsto para 9 de setembro, mas foi adiado depois que a defesa apresentou documentação relacionada ao estado de saúde do réu. A nova sessão foi marcada para esta quarta-feira, 23 de setembro.
De acordo com a acusação, Carlos Xavier teria sido o mandante do homicídio. A responsabilidade criminal, entretanto, será analisada pelo Conselho de Sentença, formado por jurados, com base nas provas apresentadas pela acusação e pela defesa durante a sessão.
Caso se arrasta há mais de duas décadas
O processo chama atenção pelo longo período transcorrido desde o crime e pelos sucessivos adiamentos do júri. No julgamento, testemunhas poderão ser ouvidas e as partes terão espaço para apresentar suas versões antes da votação dos jurados.
No Tribunal do Júri são julgados crimes dolosos contra a vida, como homicídio, tentativa de homicídio, infanticídio e participação em suicídio. Os jurados decidem sobre a existência do crime e a responsabilidade do acusado, enquanto o juiz presidente conduz a sessão e, em caso de condenação, estabelece a pena.
Carlos Xavier tem direito à ampla defesa e deve ser tratado como inocente até eventual decisão condenatória definitiva. O resultado da sessão poderá ser questionado pelas partes nos termos previstos pela legislação.
Fonte: Correio Braziliense e informações do processo judicial.


