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Direitos Humanos

Visibilidade bissexual: data chama atenção para preconceito e apagamento no DF

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Celebrado nesta quarta-feira (23), o Dia da Visibilidade Bissexual abre espaço para discutir bifobia, acesso à saúde e reconhecimento dessa população em Brasília.

O Dia da Visibilidade Bissexual, celebrado em 23 de setembro, reforça a luta de pessoas bissexuais por respeito, reconhecimento e acesso a direitos. No Distrito Federal, a data também chama atenção para uma discriminação que muitas vezes permanece escondida: a bifobia.

Pessoas bissexuais podem sofrer preconceito tanto em ambientes heterossexuais quanto dentro da própria comunidade LGBTQIA+. Entre os estereótipos recorrentes estão as ideias equivocadas de que a bissexualidade seria indecisão, fase passageira ou falta de compromisso afetivo.

Apagamento dificulta acesso a direitos

Quando a orientação bissexual é desconsiderada, essa parcela da população também pode desaparecer das estatísticas e das políticas públicas. A falta de dados específicos dificulta a identificação de demandas relacionadas à saúde, à violência, à discriminação no trabalho e ao acolhimento familiar.

A data não pretende criar divisões entre orientações sexuais. Seu objetivo é tornar visíveis experiências próprias e combater informações falsas. Bissexualidade é uma orientação sexual legítima e não depende de a pessoa estar atualmente em um relacionamento com homem, mulher ou pessoa de outro gênero.

Atendimento na rede pública do DF

A Secretaria de Saúde do Distrito Federal mantém uma política de atenção integral à população LGBTQIA+. Entre os serviços de referência está o Ambulatório de Diversidade de Gênero, conhecido como Ambulatório Trans, localizado no Hospital Dia da 508/509 Sul.

O atendimento oferecido por equipes multiprofissionais busca garantir acolhimento sem discriminação e respeito à orientação sexual e à identidade de gênero. Unidades básicas de saúde também são portas de entrada para atendimento, prevenção de infecções sexualmente transmissíveis, saúde mental e encaminhamentos especializados.

O enfrentamento à bifobia depende ainda de educação, respeito no ambiente familiar, qualificação dos profissionais de saúde e criação de espaços nos quais as pessoas possam falar sobre sua orientação sem medo de violência ou rejeição.

Com informações da Secretaria de Saúde do Distrito Federal e do Conselho Regional de Serviço Social do DF.

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