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Distrito Federal

PCDF investiga grupo que usava deepfakes de famosos para vender falso medicamento

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Vídeos produzidos com inteligência artificial simulavam depoimentos de artistas e jornalistas; moradores de Brasília aparecem entre os compradores

 

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) investiga um grupo suspeito de utilizar inteligência artificial para criar vídeos falsos de personalidades conhecidas e promover a venda de um suposto tratamento contra disfunção erétil.

As gravações eram produzidas com a tecnologia conhecida como deepfake, capaz de reproduzir artificialmente o rosto, a voz e os movimentos de uma pessoa. Nos conteúdos divulgados nas redes sociais, artistas e jornalistas pareciam relatar problemas íntimos e recomendar o produto comercializado pelos investigados.

Segundo informações publicadas pelo UOL, a fraude direcionava os consumidores para páginas de venda na internet. Durante a investigação, a polícia encontrou registros de compras e entregas destinadas a moradores de Brasília.

Equipamentos foram apreendidos em São Paulo

As investigações levaram os policiais até um suspeito localizado em Guarulhos, na Região Metropolitana de São Paulo. Aparelhos eletrônicos foram apreendidos e deverão passar por perícia para identificar outros participantes, páginas utilizadas na fraude e possíveis vítimas.

A apuração também busca esclarecer como os vídeos eram produzidos e divulgados, além de rastrear os pagamentos e a distribuição dos produtos.

Os envolvidos poderão responder por crimes como estelionato praticado por meio eletrônico, falsidade ideológica e comercialização irregular de medicamentos. A responsabilização dependerá das provas reunidas durante o inquérito e da participação atribuída a cada investigado.

Produto pode representar risco à saúde

Além do prejuízo financeiro, a venda de produtos sem procedência conhecida representa risco aos consumidores. A composição do suposto medicamento ainda não foi esclarecida, o que impede saber se ele contém substâncias proibidas, adulteradas ou prejudiciais à saúde.

A recomendação é não comprar medicamentos divulgados por vídeos de celebridades sem confirmar se o conteúdo é verdadeiro e se o produto possui registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Desconfiança também deve aumentar quando o anúncio promete resultado imediato, utiliza depoimentos sensacionalistas ou direciona o comprador para páginas desconhecidas.

Deepfakes ampliam alcance dos golpes

Os vídeos manipulados estão cada vez mais realistas e podem reproduzir expressões faciais e vozes com grande precisão. A tecnologia tem sido explorada por criminosos para criar falsas recomendações de investimentos, medicamentos e outros produtos.

Antes de realizar uma compra, o consumidor deve procurar a publicação nos canais oficiais da pessoa que aparece no vídeo, pesquisar a reputação da empresa e evitar transferências ou pagamentos feitos fora de plataformas reconhecidas.

Fonte: UOL

 

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