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Distrito Federal

FGC cobra documentos e deixa indefinido empréstimo bilionário para socorrer o BRB

Agência do Banco de Brasília (BRB) | Crédito: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília
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Fundo afirma que ainda não dispõe de informações suficientes para analisar operação de até R$ 6,6 bilhões; nova audiência está prevista no STF

O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) informou que ainda não receb

eu toda a documentação necessária para analisar o pedido de empréstimo de até R$ 6,6 bilhões destinado à capitalização do Banco de Brasília (BRB). A manifestação foi encaminhada ao Supremo Tribunal Federal (STF), onde o Governo do Distrito Federal e a União discutem uma saída para a crise financeira da instituição.

Segundo reportagem da Folha de S.Paulo, o FGC declarou que não é parte do acordo apresentado ao Supremo e que sua participação nas audiências realizadas até agora teve caráter apenas informativo. O fundo também negou ter dado sinal verde à operação.

Entre os documentos cobrados estão as demonstrações financeiras do BRB referentes a 2025 e ao primeiro semestre de 2026. Para o FGC, essas informações são indispensáveis à avaliação da situação econômica do banco e da viabilidade do empréstimo.

O pedido inicial, apresentado ainda durante o governo de Ibaneis Rocha, era de R$ 4 bilhões. Após assumir o Palácio do Buriti, a governadora Celina Leão solicitou um complemento de R$ 2,6 bilhões, elevando a operação pretendida para até R$ 6,6 bilhões.

Como o GDF não dispõe dos recursos necessários para realizar diretamente o aporte, a proposta envolve a contratação de um empréstimo com garantias e contragarantias públicas. Entretanto, a modelagem enfrenta questionamentos jurídicos e depende da concordância das instituições financeiras envolvidas.

Também há dúvidas sobre se o valor solicitado será suficiente para cobrir as perdas do BRB. A dimensão do prejuízo ainda não foi apresentada integralmente, justamente porque os balanços mais recentes do banco permanecem pendentes de divulgação.

Uma nova audiência de conciliação foi marcada pelo ministro Luiz Fux para esta quinta-feira (13). Foram chamados representantes do GDF, do BRB, da Advocacia-Geral da União, do Ministério da Fazenda, do Banco Central, do Ministério Público Federal, do FGC e do Banco do Brasil.

A crise do BRB está relacionada às operações realizadas com o Banco Master. O caso ganhou dimensão política no Distrito Federal e passou a ser explorado pela oposição na Câmara Legislativa e durante a campanha para o Governo do DF.

Fonte: Folha de S.Paulo

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