Projeto Águas de Oxalá encerra programação em Samambaia com foco na valorização das tradições afro-brasileiras

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Iniciativa promove oficinas, cortejos e atividades culturais para fortalecer o respeito às religiões de matriz africana e combater a intolerância religiosa.

 

A segunda edição do projeto Águas de Oxalá chega à reta final no Distrito Federal promovendo atividades que unem cultura, espiritualidade e educação. A iniciativa, que percorreu diferentes regiões administrativas ao longo das últimas semanas, será encerrada neste sábado (27), em Samambaia, com a tradicional Lavagem Cultural e um Festival de Acarajé aberto à comunidade.

Idealizado por Mãe Francys Baiana do Acarajé, conhecida também como Doné Francys de Oyá, o projeto busca fortalecer o reconhecimento das tradições de matriz africana e ampliar o diálogo sobre diversidade religiosa e respeito às diferentes manifestações de fé.

Antes de chegar à etapa final, a programação passou por espaços culturais e comunitários como o Complexo Cultural de Samambaia, a Chácara do Pai Jorge, na região do Pôr do Sol, e o Museu Vivo da Memória Candanga, no Núcleo Bandeirante.

Além dos rituais de lavagem, considerados símbolos de purificação, renovação e celebração coletiva, o projeto oferece oficinas gratuitas voltadas à formação cultural. Os participantes têm acesso a conteúdos sobre a história das lavagens, os significados dos rituais, as vestimentas tradicionais, a musicalidade e a culinária ligadas às religiões de matriz africana.

   O Águas de Oxalá se consolida como uma iniciativa que vai além da celebração religiosa: é também um espaço de afirmação cultural, resistência e diálogo | Foto: Divulgação/Secec-DF

Ao final das atividades formativas, os alunos são convidados a integrar os cortejos realizados nos fins de semana, acompanhando manifestações conduzidas em homenagem a orixás como Oxalá, Iemanjá e Oxum.

Para a coordenadora do projeto, a iniciativa representa mais do que uma celebração religiosa. Segundo ela, as ações também contribuem para ampliar o conhecimento sobre as contribuições dos povos africanos e afrodescendentes para a formação da identidade brasileira, além de reforçar a luta contra a intolerância religiosa.

Realizado com recursos do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal (FAC-DF), o projeto conta com apoio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do DF. A proposta busca preservar tradições consideradas patrimônio cultural imaterial e garantir espaços de transmissão de saberes para as novas gerações.

De acordo com a organização, a expectativa é reunir moradores, lideranças religiosas, artistas e representantes da comunidade em uma grande celebração de encerramento, marcada por manifestações culturais, música, gastronomia e momentos de reflexão sobre diversidade, respeito e convivência entre diferentes crenças.

Fonte –  Agência Brasília

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