Inverno e baixa umidade exigem atenção redobrada com a hidratação

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Especialistas explicam como a falta de água afeta a pele, a saúde bucal e o funcionamento do organismo durante o período mais seco do ano

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Agência Brasília* | Edição: Vinicius Nader

A combinação entre frio, baixa umidade do ar e menor sensação de sede exige atenção redobrada com a hidratação durante o inverno. No Distrito Federal, onde a estação é marcada pelo clima seco, especialistas do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) alertam que a ingestão insuficiente de líquidos pode provocar desde cansaço e dores de cabeça até problemas na pele, na saúde bucal e no funcionamento do organismo.

Mesmo nos dias frios, o corpo continua perdendo líquidos por meio da respiração, da transpiração e da eliminação de resíduos. Por isso, a hidratação permanece essencial para o bom funcionamento do organismo e para a manutenção do bem-estar físico e mental.

A nutricionista do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), Ingrid Oliveira, explica que a menor sensação de sede não significa que a necessidade de água diminui. Segundo ela, a desidratação pode ocorrer de forma silenciosa e provocar sintomas que muitas vezes passam despercebidos na rotina.

“Muitas pessoas associam a vontade de beber água apenas ao calor, mas o organismo continua precisando de hidratação durante o inverno. Quando a ingestão de líquidos é insuficiente, podem surgir sinais como cansaço, dores de cabeça, dificuldade de concentração e alterações no funcionamento intestinal”, destaca.

A especialista ressalta que a água participa de processos fundamentais do organismo, como o transporte de nutrientes, a regulação da temperatura corporal e o funcionamento adequado dos rins. Para complementar a hidratação, ela recomenda o consumo de frutas, verduras e preparações como sopas e caldos, que ajudam a aumentar a ingestão de líquidos ao longo do dia.

Impactos na saúde bucal

Os efeitos da desidratação também podem ser percebidos na saúde bucal. De acordo com a dentista da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Recanto das Emas, Laís Kelly Guerra, a redução do consumo de água pode diminuir a produção de saliva, substância essencial para a proteção natural da boca.

 

“A saliva ajuda a controlar a proliferação de bactérias, neutralizar ácidos e proteger os dentes. Quando o organismo está desidratado, essa proteção pode ficar comprometida, aumentando o risco de cáries, mau hálito, sensibilidade dentária e outros desconfortos na cavidade oral”, explica.

O inverno também favorece o ressecamento dos lábios e das mucosas da boca, situação agravada pela baixa umidade

Segundo a profissional, o inverno também favorece o ressecamento dos lábios e das mucosas da boca, situação agravada pela baixa umidade característica da região. Por isso, além da higiene bucal adequada, ela recomenda atenção especial à ingestão de água ao longo do dia.

Atenção redobrada

Crianças e idosos merecem cuidados ainda maiores durante o período de estiagem. Nesses grupos, a percepção de sede costuma ser menor, o que aumenta o risco de desidratação e de complicações associadas à baixa ingestão de líquidos. Pequenas mudanças na rotina podem fazer grande diferença durante os meses mais secos do ano.

“Manter uma garrafa de água por perto, estabelecer horários para a hidratação e incluir alimentos ricos em água na alimentação são atitudes simples que contribuem para a saúde do organismo como um todo. Afinal, cuidar da hidratação também é uma forma de proteger a pele, a boca e o equilíbrio do corpo durante o inverno”, finaliza a nutricionista.

Em caso de sintomas relacionados à desidratação, ressecamento excessivo da pele, desconforto respiratório ou dúvidas sobre os cuidados necessários durante o período de seca, procure a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima de sua residência. A lista completa das Unidades do Distrito Federal está disponível no Info Saúde- DF.

*Com informações do IgesDF

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