Esquenta a temperatura política no Distrito Federal
O cenário político do Distrito Federal sofreu uma fratura aparentemente definitiva. Uma troca de farpas públicas marcou a ruptura entre Ibaneis Rocha (MDB), candidato ao Senado, e Celina Leão (PP), sua ex-vice e atual candidata ao governo. O que era vendido como uma transição pacífica virou uma guerra aberta. Ibaneis veio a público manifestar suas “decepções” com a aliada, mas, em resposta firme, Celina rebateu: “Sucessão nunca será submissão”.
O cerco jurídico e moral contra Ibaneis se fechou, principalmente após a prisão de ex-dirigentes na Operação Compliance Zero da Polícia Federal (PF). A delação premiada de Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, foi o golpe final. Não é por acaso que, nas pesquisas de intenção de voto para o Senado, Ibaneis aparece apenas na quarta ou quinta colocação.
Esse uso irresponsável do maior banco público local drenou o caixa do DF. Por causa disso, a nova gestão foi obrigada a cortar até 25% dos gastos de custeio. Ao declarar que “cada um tem um CPF”, Celina resumiu o isolamento do ex-aliado.
A conta bilionária deixada pela desastrada administração de Ibaneis chegou, e ninguém quer pagar por ela. Ibaneis promete lançar um candidato ao governo para impedir a eleição de Celina. Haverá troco: Celina guarda forte munição para abatê-lo de vez, se esse for o caso.














