Programa “Não Temas, Maria” amplia acolhimento e capacitação para vítimas de violência no Distrito Federal
A governadora do Distrito Federal, Celina Leão, participou nesta segunda-feira (11) de uma sessão solene na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) em homenagem ao programa “Não Temas, Maria”. A iniciativa, desenvolvida pela Secretaria da Mulher em parceria com a Arquidiocese de Brasília, tem como objetivo fortalecer a rede de acolhimento e proteção às mulheres em situação de vulnerabilidade.
O programa oferece orientação, encaminhamento e apoio a vítimas de violência, além de promover ações educativas e capacitações voltadas à prevenção da violência contra a mulher. Desde sua criação, cerca de duas mil pessoas participaram das atividades realizadas em diversas regiões do Distrito Federal.
Durante a solenidade, Celina Leão destacou a importância da participação das comunidades religiosas na proteção das mulheres. Segundo ela, os espaços de fé também precisam atuar no enfrentamento à violência doméstica.
“Maria simboliza a força e a resiliência das mulheres diante das adversidades. Essa missão de cuidar das mulheres precisa ser compartilhada por toda a sociedade. Ninguém merece sofrer violência ou pedir o direito de existir”, afirmou a governadora.
A chefe do Executivo também chamou atenção para os números da violência contra a mulher no DF. De acordo com ela, quase 20 mil ocorrências foram registradas no ano passado, ressaltando que muitas vítimas de feminicídio não chegaram a denunciar as agressões anteriormente.
Entre os avanços do programa está a criação de um protocolo de atuação entre as instituições parceiras. A medida busca padronizar o acolhimento e os encaminhamentos feitos pelas comunidades religiosas à rede especializada de atendimento.
A secretária da Mulher do DF, Giselle Ferreira, afirmou que a união entre poder público e instituições religiosas fortalece a rede de proteção social.
“Quando cuidamos da mulher, cuidamos também da família e das futuras gerações. A união entre Executivo, Legislativo e Igreja é fundamental para transformar essa realidade e ajudar mulheres a romperem o ciclo da violência”, declarou.












