Chuvas acendem alerta para infestação de caracol africano no DF; saiba como agir

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Especialista da Secretaria de Saúde orienta sobre o manejo correto do molusco, que pode transmitir doenças e favorecer criadouros de dengue.

Com a intensificação das chuvas, quintais úmidos e terrenos com vegetação alta tornaram-se o cenário ideal para o surgimento do caracol africano (Achatina fulica). A espécie exótica, que encontra na umidade o ambiente perfeito para reprodução, exige atenção redobrada dos moradores para evitar riscos à saúde e infestações domésticas.

De acordo com o biólogo Israel Moreira, da Diretoria de Vigilância Ambiental (Dival), o controle deve ser contínuo. “A coleta deve ser diária ou ao menos três vezes por semana, especialmente após a chuva ou em horários mais frescos, quando os animais estão mais ativos”, explica o especialista.

Como realizar o manejo seguro

Diferente das espécies nativas, o caracol africano é uma espécie invasora que pode colocar até 400 ovos por ciclo. Caso encontre o molusco em sua residência, o morador pode realizar o manejo seguindo este passo a passo:

  1. Proteção: Utilize sempre luvas ou sacos plásticos nas mãos. Nunca toque o animal diretamente.

  2. Coleta e Ovos: Recolha os animais e procure por ovos semienterrados em locais úmidos ou sob entulhos.

  3. Destruição: Esmague as conchas e os ovos com um martelo ou pedaço de madeira. Atenção: É vital quebrar as conchas para que não acumulem água, evitando que se tornem criadouros do mosquito Aedes aegypti.

  4. Desinfecção: Coloque os resíduos em um recipiente com uma solução de 1 litro de água sanitária para 3 litros de água. Deixe submerso por 24 horas.

  5. Descarte: Após o molho, o material pode ser descartado no lixo comum ou enterrado em valas profundas (80 cm a 1,5 m) longe de cisternas, utilizando uma camada de cal virgem.

A concha do caracol africano é marrom-escura, com listras esbranquiçadas, e pode atingir até 15 centímetros de comprimento

Riscos à saúde e prevenção

O principal perigo do caracol africano reside no muco que ele libera. Se o molusco estiver infectado, esse rastro pode transmitir doenças graves, como a meningite eosinofílica e a enterite eosinofílica.

A infecção ocorre pelo consumo de alimentos mal lavados ou pelo contato direto com o animal seguido do toque nos olhos ou boca. Por isso, a recomendação é rigorosa: frutas e verduras devem ficar de molho por 30 minutos em solução de água sanitária (uma colher de sopa por litro de água) antes do consumo.

Como identificar a espécie

Para não confundir o invasor com as espécies nativas (do gênero Megalobulimus), observe as características:

CaracterísticaCaracol Africano (A. fulica)Espécie Nativa (Megalobulimus)
Cor da conchaMarrom-escura com listras clarasMarrom-clara a rosada
FormatoPonta alongada e borda afiadaMais arredondada e robusta
TamanhoPode chegar a 15 cmGeralmente menor

Serviço

Em caso de dúvidas ou necessidade de identificação da espécie, a população pode acionar a Vigilância Ambiental pelos canais:

  • Telefone: (61) 3449-4427

  • Disque-Saúde: 160

*Com informações da Secretaria de Saúde (SES-DF)

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