No Dia das Mulheres, remadoras 60+ desafiam padrões no Lago Paranoá

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Neste domingo (8/3), seis remadoras Master 60 disputam o Brasileiro de Canoa Havaiana no DF, em busca de vagas para o Mundial de Singapura

O espelho d’água do Lago Paranoá reflete muito mais do que os arcos da Ponte JK. Ele projeta a força de seis mulheres que decidiram remar contra o tempo. Neste domingo (8/3), o Dia Internacional da Mulher ganha um novo significado para a equipe Master 60 de Canoa Havaiana de Brasília. O grupo disputa o Campeonato Brasileiro na capital federal, de olho em uma vaga para o Mundial de

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Sob a orientação técnica de uma campeã mundial, as atletas provam que o vigor físico não tem prazo de validade. Liz, de 69 anos, encontrou no remo o antídoto para o preconceito baseado na idade.

“Eu estava procurando alguma coisa que me tirasse de um padrão colocado pela maioria das pessoas que consideram que determinada idade já não pode fazer determinadas coisas. Como sou uma pessoa aventureira, gosto de coisas novas, gosto de conhecer atividades diferentes, surgiu a canoa havaiana“, disse a remadora.

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Dentro da embarcação cada movimento precisa estar em harmonia com o do grupo. Para Liz, essa conexão reflete a filosofia da “Ohana”, palavra havaiana que significa família. A canoa tem um conceito parecido com a palavra, onde o movimento se baseia no cuidado, na confiança e na união entre todas as remadoras.

“A individual ela é uma escola, onde você aprende realmente a conhecer as suas remadas e o seu ritmo. E o coletivo é a junção de aprendizado individual que, naquele momento, juntos fazemos uma força única, formamos a mesma energia e a mesma sincronia na canoa”, detalha a remadora.

A rotina da equipe exige disciplina de alto rendimento, com treinos que ocorrem até quatro vezes por semana. Além das atividades no lago, o grupo se dedica ao fortalecimento muscular para suportar a intensidade das competições. Esse empenho é o que motiva as atletas a buscarem o topo do pódio no cenário nacional.

“O campeonato vem se você encontrar pessoas que também estejam dispostas a treinar, três a quatro vezes por semana, acordando cedo, treinando com empenho e com dedicação. A canoa exige também que você faça exercícios fora dela de fortalecimento da sua musculatura”, afirma.

 

Para as competidoras, o esporte é uma ferramenta de rejuvenescimento e autoconhecimento. A prática promove um convívio social entre pessoas de trajetórias distintas, todas unidas pela essência ancestral da canoa.

Gostaria de deixar essa mensagem para todas as mulheres de todas as idades: que nós podemos fazer tudo que nós quisermos fazer. É esquecer os velhos padrões de conselhos que a mulher não pode fazer isso ou aquilo. Nós podemos. Podemos e, se queremos, podemos mais“, finaliza Liz.

Matéria  publicada originalmente no  site Metrópoles

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