Longevidade em movimento: Como a atividade física revoluciona a saúde e a qualidade de vida após os 60

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 Especialistas explicam que exercícios regulares são o pilar mais acessível para um envelhecimento ativo, independente e com mais vitalidade. Em Brasília, programas públicos incentivam a prática.

 

 

Brasília, DF – A busca pela “fonte da juventude” pode não passar por uma poção mágica, mas por algo muito mais concreto e acessível: o movimento. Para o público 60+, a prática regular de exercícios físicos deixou de ser uma recomendação vaga e tornou-se uma prescrição médica de valor inestimável, reconhecida como um dos principais pilares do envelhecimento saudável. Mais do que prevenir doenças, a atividade física é um catalisador de autonomia, conexão social e bem-estar mental.

“A atividade física para o idoso não é sobre ganhar medalhas ou performance atlética. É sobre conquistar e manter a independência para as atividades mais simples e prazerosas da vida: brincar com o neto, carregar as compras do mercado, fazer uma viagem ou simplesmente levantar da cadeira com segurança e sem dor”, explica a geriatra **Dra. Ana Lúcia Mendes**, do Hospital Regional de Taguatinga. “Ela é tão crucial quanto qualquer medicamento para condições crônicas.”

 

 Os Múltiplos Benefícios: Muito Além do Corpo

Os impactos positivos são sistêmicos e interconectados:

1. Fortalece a  musculatura e os ossos: Combate a sarcopenia (perda natural de massa muscular) e a  osteoporose, reduzindo drasticamente o risco de quedas – um dos maiores incidentes que levam à perda de autonomia em idosos.
2. Protege o coração e a mente: melhora a capacidade cardiovascular, controla a pressão arterial e ajuda no manejo do diabetes. Estudos também comprovam sua eficácia na prevenção do declínio cognitivo, sendo um aliado contra doenças como Alzheimer, e no combate à depressão e à ansiedade, graças à liberação de endorfinas.
3. Amplia a liberdade de movimento: Aumenta a flexibilidade, a mobilidade articular e o equilíbrio, permitindo que a pessoa continue a realizar seus hobbies, tarefas domésticas e saia de casa com confiança.
4. Fomenta a vida social: Aulas em grupo, caminhadas no parque ou sessões em academias comunitárias criam oportunidades valiosas de interação, combatendo o isolamento social e a solidão.

 

 “Meus Exercícios São Minha Terapia”: O Depoimento de Quem Vive a Mudança

Aos 72 anos, a aposentada **Maria das Graças Silva**, moradora da Asa Sul, é uma entusiasta do programa “Viver Ativo”, oferecido em um Centro de Saúde perto de sua casa. “Comecei após uma artrose no joelho que quase me imobilizou. Hoje, com alongamento, pilates adaptado e caminhada leve três vezes por semana, não tomo mais anti-inflamatórios. Recuperei o sono, conheci um novo grupo de amigos e voltei a fazer minhas trilhas no Chapada Imperial no fim de semana. Meus exercícios são minha terapia física e social”, relata.

 

 Onde e Como Começar em Brasília? A segurança em primeiro lugar

O conselho unânime dos especialistas é um só: consulte um médico antes de iniciar qualquer atividade. Uma avaliação com geriatra ou cardiologista é o primeiro passo seguro.

A boa notícia é que Brasília oferece diversas opções acessíveis:
SES-DF (Secretaria de Saúde): Muitas Unidades Básicas de Saúde (UBS) oferecem grupos de caminhada orientada e programas de exercícios.
SEDES-DF (Secretaria de Desenvolvimento Social): Os Centros de Convivência do Idoso (CCIs) e os Centros Integrados de Convivência (CICOs) têm uma programação vasta que inclui alongamento, dança sênior, hidroginástica e yoga, muitas vezes gratuitamente.
*Academias ao Ar Livre e Parques: A estrutura da cidade, como a do Parque da Cidade, Parque Olhos D’Água e Parque Ecológico de Águas Claras, é ideal para caminhadas. A orientação de um educador físico, mesmo que inicial, é recomendada para usar os equipamentos corretamente.

O melhor exercício é aquele que a pessoa gosta de fazer e consegue manter com regularidade. Pode ser uma dança de salão, uma hidroginástica, uma caminhada diária no quarteirão ou exercícios de fortalecimento com elásticos em casa. A regularidade supera a intensidade, orienta o educador físico Carlos Augusto Fonseca, especialista em treinamento para a terceira idade.

 

 O Veredito: Nunca é tarde para dar o primeiro passo

A mensagem final é de esperança e estímulo. O corpo responde positivamente ao estímulo em qualquer idade. Começar aos 60, 70 ou 80 anos ainda traz ganhos monumentais para a qualidade de vida. Em um país que vê sua população 60+ crescer aceleradamente, investir no movimento é investir em saúde pública, em autonomia e em uma sociedade que valoriza e integra plenamente a sabedoria da idade.

Para saber mais e encontrar um grupo próximo a você:
Acesse o site da Secretaria de Saúde do DF (SES-DF) ou ligue para a sua UBS de referência.
Consulte a programação dos Centros de Convivência no site da **SEDES-DF**.

Box: Dicas Rápidas para Iniciar

Busque Companhia: Convide um amigo ou familiar. Tudo fica mais divertido e seguro.
Escute seu Corpo: Dor aguda é um sinal de alerta. Desconforto muscular leve é normal.
Hidrate-se: Beba água antes, durante e depois da atividade.
Seja Constante: 30 minutos, 5 vezes por semana, já trazem benefícios enormes.


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