Nova técnica utiliza instrumentos convencionais para democratizar procedimentos de alta complexidade em pacientes com câncer de próstata.
BRASÍLIA – Em um marco para a saúde pública nacional, cirurgiões brasileiros desenvolveram uma técnica inovadora que promete revolucionar o tratamento do câncer de próstata no Sistema Único de Saúde (SUS). O método consiste na adaptação de instrumentos cirúrgicos convencionais para simular os movimentos e a precisão da cirurgia robótica, mas sem os custos astronômicos dos equipamentos automatizados de última geração.
A técnica, que já vem sendo testada com sucesso em centros de referência, foca na prostatectomia radical. Ao utilizar pinças articuladas e métodos de visualização avançados, os médicos conseguem realizar incisões milimétricas, reduzindo drasticamente o tempo de recuperação do paciente e os riscos de sequelas comuns, como a incontinência urinária e a disfunção erétil.
Eficiência e Economia
Enquanto uma plataforma robótica tradicional pode custar milhões de reais aos cofres públicos, a nova abordagem utiliza a infraestrutura já existente nos hospitais universitários. “O objetivo não é substituir o robô, mas oferecer uma alternativa de alta performance para a fila do SUS, que muitas vezes não pode esperar”, afirma o corpo clínico responsável pelo projeto.
A expectativa é que, com a validação dos protocolos clínicos, a técnica seja expandida para outras especialidades oncológicas em 2026, consolidando o Brasil como um polo de inovação em cirurgia minimamente invasiva de baixo custo.













