Comunidade LGBT articula aumento da representação política nas eleições de 2026

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Levantamento aponta ao menos 47 pré-candidaturas ligadas à pauta da diversidade; iniciativa busca ampliar bancadas no Congresso e nas assembleias estaduais.

A comunidade LGBT tem intensificado esforços para ampliar sua representação no Congresso Nacional e nas assembleias legislativas nas eleições de 2026. A estratégia surge como contraponto à agenda de costumes defendida por setores conservadores e busca fortalecer a defesa de pautas relacionadas à diversidade e aos direitos humanos.

Um levantamento inicial realizado pela Aliança Nacional LGBTI+ aponta pelo menos 47 pré-candidaturas com esse perfil já registradas na primeira etapa do programa Voto com Orgulho 2026, iniciativa voltada à formação e preparação de candidatos para disputar eleições em um cenário político historicamente dominado por forças conservadoras.

Entre os nomes mapeados, 23 pretendem disputar vagas na Câmara dos Deputados, enquanto 19 planejam concorrer a cadeiras nas assembleias legislativas estaduais ou na Câmara Legislativa do Distrito Federal. Os demais avaliam a possibilidade de participar de disputas majoritárias.

A mobilização ocorre após avanços simbólicos registrados nas eleições de 2022. Na ocasião, quatro parlamentares ligados à pauta da diversidade conquistaram assento na Câmara dos Deputados: Duda Salabert (PDT-MG), Erika Hilton (PSOL-SP), Dandara (PT-MG) e Daiana Santos (PCdoB-RS). No Senado, o capixaba Fabiano Contarato (PT-ES) segue como uma das principais referências políticas da comunidade.

Além disso, 14 deputados estaduais também foram eleitos em 2022 com plataformas voltadas à defesa dos direitos da população LGBT. Agora, o objetivo é ampliar ainda mais essa presença nas diferentes esferas legislativas do país.

Distribuição partidária

O levantamento indica predominância de pré-candidatos ligados ao campo progressista, embora haja diversidade partidária. Entre os nomes identificados, 18 são filiados ao PT e 10 ao PSOL, além de representantes em siglas como PDT, PSB, Rede e MDB.

Também aparecem filiações pontuais em partidos como PV, PCdoB, União Brasil, Progressistas e Cidadania.

Segundo Toni Reis, diretor-presidente da Aliança Nacional LGBTI+, a ampliação da presença institucional é fundamental para garantir a continuidade das políticas de proteção e direitos da comunidade.

Nos últimos anos, propostas contrárias aos direitos da população LGBT foram apresentadas no Congresso, mas não avançaram. Para o dirigente, manter esse cenário depende diretamente do aumento da representação política no Legislativo.

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