Depois dos 60: geração madura redefine envelhecimento e assume papel protagonista

Spread the love

Com mais expectativa de vida, público 60+ busca saúde, autonomia e participação social, enquanto mercado e serviços se adaptam à nova realidade

 

O Brasil envelhece em ritmo acelerado e a chamada geração 60+ já representa uma das parcelas mais dinâmicas da sociedade. Longe da imagem de aposentadoria passiva, milhões de brasileiros dessa faixa etária permanecem ativos no trabalho, nos estudos e na vida comunitária, redesenhando o conceito de envelhecer.

Dados recentes de instituições de pesquisa apontam que a expectativa de vida do país ultrapassa os 76 anos. Esse ganho de longevidade trouxe novos desafios para a saúde pública e para as famílias, mas também abriu oportunidades. Especialistas defendem que envelhecer com qualidade depende de três pilares: prevenção médica, movimento físico e integração social.

Unidades de saúde têm registrado aumento na procura por atividades voltadas à terceira idade, como grupos de caminhada, hidroginástica e programas de controle de doenças crônicas. Médicos ressaltam que hábitos simples — alimentação equilibrada, sono regular e acompanhamento periódico — podem evitar complicações comuns nessa fase.

A saúde mental aparece como outro tema central. Psicólogos alertam para o crescimento de quadros de ansiedade e solidão entre idosos, especialmente após a pandemia. Projetos de convivência em centros comunitários e universidades abertas têm funcionado como rede de apoio e estímulo a novos aprendizados.

O avanço digital também transformou a rotina desse público. Cada vez mais pessoas acima de 60 anos utilizam aplicativos bancários, telemedicina e redes sociais para manter contato com familiares. Cursos de inclusão tecnológica se multiplicam e ajudam a reduzir a distância entre gerações.

O setor econômico acompanha o movimento. Empresas de turismo, moda, educação e serviços financeiros passaram a desenvolver produtos específicos para consumidores maduros, reconhecendo seu peso no mercado e seu poder de decisão.

Para pesquisadores do envelhecimento, a principal mudança é cultural. “A velhice deixou de ser fase de recolhimento e se tornou etapa de projetos”, afirmam. Histórias de quem volta a estudar, empreende ou inicia atividades artísticas comprovam a virada.

Em um país que caminha para ter mais idosos que jovens nas próximas décadas, compreender e valorizar essa população tornou-se pauta estratégica. A geração 60+ mostra que experiência não é passado — é matéria-prima para construir o futuro.

About Author