Envelhecimento ativo ganha espaço, mas ainda enfrenta barreiras sociais, econômicas e emocionais
O Brasil está envelhecendo. A cada ano, cresce o número de pessoas acima dos 60 anos — e com isso surge um novo cenário: idosos mais ativos, conectados, produtivos e participativos. Ao mesmo tempo, persistem desafios como acesso à saúde, inclusão, renda, preconceito etário e solidão.
Por todo o país, exemplos mostram que envelhecer pode ser sinônimo de movimento, aprendizado e autonomia. Em grupos comunitários, academias ao ar livre e atividades culturais, homens e mulheres acima dos 60 anos descobrem novas formas de viver essa fase. Muitos voltam a estudar, iniciam empreendimentos, desenvolvem habilidades e retomam sonhos que ficaram para trás.
Especialistas em geriatria explicam que o conceito de “envelhecimento ativo” envolve três pilares: saúde física, participação social e segurança. Ou seja, não basta viver mais tempo — é preciso viver com qualidade, com apoio familiar, políticas públicas eficientes e espaços que favoreçam convivência e dignidade.
Mas ainda há obstáculos importantes. A desigualdade social impacta diretamente o envelhecer. A dificuldade de acesso a consultas médicas, a falta de políticas de cuidado, o preconceito em ambientes de trabalho e o abandono familiar ainda são realidade para muitos. Outro ponto crescente é a questão emocional: a solidão entre idosos é considerada hoje um dos principais fatores de risco para adoecimento.
Apesar disso, histórias inspiradoras ajudam a mudar a narrativa. Programas comunitários, iniciativas de inclusão digital, projetos de lazer, esporte, educação e saúde mental têm mostrado que é possível transformar essa etapa da vida em um período de potência e não de apagamento.
Envelhecer é inevitável. Envelhecer bem é escolha coletiva. Depende de políticas públicas, de famílias mais presentes, de cidades mais acessíveis — e de uma sociedade que enxergue no idoso não apenas alguém do passado, mas alguém pleno no presente.













