Semana de 4 dias de trabalho tem aumento de produtividade e redução no estresse, mostram testes

Spread the love

Débora Oliveira

Certificada pelo Programa B3 de Formação Continuada em Mercado de Capitais para jornalistas com atuação em grandes emissoras, como SBT, Band e RedeTV, e analista de economia sem economês

Após três meses de testes, a 4 Day Week Brazil, em parceria com a Fundação Getulio Vargas (FGV) e o Boston College, conseguiu números que revelam ganhos tanto para as empresas quanto para os colaboradores.

Para os colaboradores das empresas que estão participando dos testes, as melhorias ultrapassam o ambiente corporativo:

  • 78,1% tiveram aumento na disposição para momentos de lazer com amigos ou em família;
  • 57,9% afirmam que conseguem conciliar melhor a vida pessoal e a profissional;
  • 50% reduziram os sintomas de insônia.

Como reflexo dos números acima, a vida profissional ganhou um status mais positivo, com 62,7% dos indivíduos relatando redução de estresse no trabalho e 64,9% não se sentindo desgastados no final do dia.

Outros 56,5% responderam que não estão frustrados como antigamente, e 28,6% dos participantes afirmaram que não mudariam de emprego para trabalhar cinco dias por semana por salário nenhum.

Vinte e uma empresas participam do projeto-piloto da semana de 4 dias no Brasil. Elas possuem sedes em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Campinas e Porto Alegre. Já os segmentos são saúde, jurídico, comunicação, tecnologia, alimentação e entretenimento.

Para Renata Rivetti, responsável por trazer essa atividade para o Brasil, a iniciativa destas empresas vai de encontro com a transformação do mundo corporativo em que estamos vivendo.

“Há muitas empresas que ainda se sentem desorientadas sobre o modelo de trabalho, se retornam ao presencial, se permanecem no híbrido, se a produtividade é resultado de mais horas trabalhadas, etc. Muitas ainda não sabem como conduzir os negócios neste novo cenário. Com o resultado desta pesquisa, acredito que terão um olhar mais focado no que realmente importa dentro do cenário corporativo”, explica.

Sobre o projeto

O projeto-piloto da semana de quatro dias começou no país em janeiro e vai até junho.

A iniciativa, inédita no Brasil, já foi testada e concluída em países como África do Sul, Nova Zelândia, Portugal e Reino Unido. Aqui o experimento é conduzido pela 4 Day Week Global, uma comunidade sem fins lucrativos que realiza projetos-piloto como esse em todo o mundo, e pela brasileira Reconnect Happiness at Work em parceria com a Fundação Getulio Vargas (FGV) e o Boston College.

Participam, ao todo, 280 colaboradores com idades entre 18 e 50 anos. Dentro deste número, 38,1% são homens e 59,3% mulheres. Já os modelos de trabalho em que atuam são 40,2% presencial, 34,4% remoto e 25,4% em modelo híbrido.

Em relação ao dia de folga, mais da metade decidiu tirar às sextas-feiras (60,2%), e 22,1% optou pelas segundas. Outros escolheram por eliminar a quarta-feira ou estabelecer acordos que permitam que o colaborador escolha o dia de descanso.

About Author