Comissão da CLDF aprova a privatização da Rodoviária do Plano Piloto

Spread the love

Projeto de concessão avança, mas ainda precisa passar por outras comissões antes de votação no plenário da Câmara Legislativa

Em reunião remota, a Comissão de Assuntos Fundiários (CAF) da Câmara Legislativa (CLDF) aprovou, nesta sexta-feira (17/11), o projeto de lei proposto pelo Governo do Distrito Federal para conceder a Rodoviária do Plano Piloto à iniciativa privada.

O projeto recebeu votos favoráveis do relator, deputado distrital Eduardo Pedrosa (União Brasil), Hermeto (MDB) e Daniel Donizet (MDB). O único voto contrário foi de Gabriel Magno (PT).

Após a licitação, a concessão prevê que a empresa vencedora fique responsável por obras de recuperação e melhorias estruturais em diversos pontos da rodoviária.

A empresa também poderá vender espaço publicitário nos painéis de informação do complexo e cobrar pela acostagem de ônibus. A concessionária deverá repassar anualmente ao GDF 2,5% da arrecadação bruta.

Estacionamentos pagos

Pelo texto, a empresa poderá explorar comercialmente toda a área locável do complexo, inclusive cobrando os estacionamentos da plataforma superior, do Setor de Diversões Norte e do Setor de Diversões Sul.

O projeto foi aprovado com duas emendas. Uma delas retira a Galeria dos Estados do projeto de concessão, e a segunda sinaliza a permanência dos atuais permissionários, mas não garante continuidade das lojas.

Para Eduardo Pedrosa, a concessão é uma alternativa viável e oportuna para trazer melhorias aos cerca de 600 mil passageiros que circulam diariamente na Rodoviária, proporcionando mais segurança e confortável para se transitar.

“O estado gasta uma fortuna de manutenção hoje e isso vai para a iniciativa privada. Segurança, limpeza, obras, tudo vai ficar com a iniciativa privada”, argumentou Pedrosa.

“O regulamento da Mesa Diretora estabelece que as reuniões remotas só podem ocorrer em caso de impossibilidade de comparecimento presencial em virtude da pandemia de Covid-19”, questionou.

Comissões

O projeto precisa passar nas comissões de Economia Orçamento e Finanças (CEOF), Constituição e Justiça (CCJ) e Transporte e Mobilidade Urbana (CTMU).

Magno tentará acrescentar a Comissão de Educação, Saúde e Cultura (CESC) nesta tramitação antes da votação no plenário.

About Author